domingo, 15 de novembro de 2009

A LOUCURA DO EVANGELHO OU AS LOUCURAS DOS EVANGÉLICOS?

por Augustus Nicodemus Lopes
O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Manter leitura

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

AGRADANDO AO SENHOR - SALMO 19:14

No Salmo 19 Davi exalta a grandeza da revelação de Deus naquilo que Ele criou – as obras da Suas mãos; o firmamento. Deus faz ouvir Sua voz nas suas obras (v. 4). Mas Davi ressalta, também, a importância da Palavra de Deus, descrita aqui como lei, testemunho, preceitos, mandamento e juízos. E por fim Davi contrasta a sua vida com a verdade de Deus. Veremos como podemos e devemos agradar ao Senhor.

As verdades emanadas do versículo 14 deste Salmo nos ajudarão a viver mais em conformidade com o Senhor, agradando-Lhe sempre.

I. “As palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis, na Tua presença Senhor”

a) O cristão dever ter palavras agradáveis.

No Salmo 139:4 lemos que o Senhor conhece a palavra antes que ela chegue à boca. O Salmo 19 exalta a grandeza da Palavra do Senhor, e isso leva o cristão admirar a pureza da Palavra (v. 8b) e por ela ser orientado. Quando falamos palavras agradáveis o Senhor é glorificado, os que estão a nossa volta são edificados. Paulo exortou aos crentes de Éfeso: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação [...]” (Ef. 4:29). Palavras agradáveis tem dupla função: Agradam ao Senhor e edificam os que as ouvem!

a) O cristão dever ter meditação agradável.

A arte de meditar está sendo esquecida no meio cristão. Não é mais uma prática como vista nas Escrituras. As muitas distrações e possibilidades de passatempos variados tem tirado o interesse e a alegria de meditar na Palavra de Deus. Infelizmente!

J. I. Packer em sua obra O Conhecimento de Deus, diz que “meditação é o ato de trazer à mente várias coisas conhecidas sobre os procedimentos, as peculiaridades, os propósitos e as promessas de Deus; pensar, deter-se nelas e aplicá-las à própria vida” (p. 25).

A meditação não se dá de forma alguma dissociada do próprio Deus. Veja que Davi diz “na Tua presença, Senhor”. Quando meditamos apresentamos nosso pensamento a Deus, e auxiliados por Ele entramos em comunhão com Deus. A meditação cristã é totalmente diferente de qualquer tipo de meditação secular (Meditação Transcendental, Zen-Busdismo, Yoga, entre outras), por isso, incomparável! Enquanto essas meditações conduzem e proclamam uma auto-independência, a meditação na Palavra de Deus leva o homem ao reconhecimento de quem é e de como precisa de Deus, ou seja, a Verdade de Deus produz impacto em seu coração, fazendo-o se conformar ao querer de Deus: “Também o teu servo é advertido por meio deles” (v. 11; cf. Rm. 12:2).

O cristão quando medita tem como base a Palavra de Deus, no v. 10 referindo-se à Palavra, Davi diz: “são mais desejáveis que o ouro [...] mais doce do que o mel que goteja dos favos”.

Na meditação todo o pensamento e imaginação do homem são confrontados com a Palavra, e o objetivo é entrar no padrão da Palavra. A meditação do cristão leva-o a reconhecer sua fragilidade e quanto precisa de Deus. A meditação que agrada ao Senhor reconhece-O como Senhor e Salvador pessoal.

Em seu Comentário Bíblico, Matthew Henry, diz: “Meditar na Palavra de Deus é discorrer acerca das grandes questões nelas contidas, com uma íntima aplicação da mente e da concentração no pensar” (p. 388).

c) Na Tua presença Senhor.

Estar na presença do Senhor é uma exigência do próprio Deus. Para Abraão Ele disse “anda na minha presença” (Gn. 17:1). Paulo exortou aos Gálatas “Andai no Espírito” (Gl. 5:16). Andar, para o cristão, fala de um modo de vida, um estilo – aponta para estar na presença do Senhor. Fala de estar identificado com a Palavra de Deus e o Deus da Palavra. Estamos diuturnamente na presença do Senhor. Geazi enganou-se, pois ignorou que Deus lhe via (2 Rs. 5:25-27), e foi castigado por usa transgressão.

d) Palavras agradáveis e meditação agradável provêm de um coração que foi transformado pelo Senhor. Nossa meditação e nossas palavras devem servir para agradar ao Senhor e edificar os outros. Confrontamos nossas atitudes e palavras com esta verdade, e se for necessário, ainda é tempo de tomar uma decisão ou renovar os propósitos com Deus. Daí poderemos dizer: “As palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis na Tua presença Senhor [...]”.

II. “Minha rocha e meu redentor”

a) Só o Senhor é Rocha. Aquele que tem um coração inteiramente voltado para Deus já O tem aceitado como sua Rocha. Davi O reconheceu como “Rocha da minha salvação” (2 Sm. 22:47). Rocha fala de lugar firme, inabalável, impossível de ser removido. Reconhecer o Senhor como Rocha é estar convicto de um lugar de refúgio eterno, e isso está claramente ligado a viver no temor do Senhor, pois “o temor do Senhor é limpo e permanece para sempre” (v. 9). Jesus chamou de prudente o homem que ouve Suas palavras e as pratica, e é sábio o que edifica a sua casa (espiritual) sobre a rocha (Mt. 7:24) – aqui, rocha, fala da obediência de quem ouve.

b) Reconhecer o Senhor como Redentor é reconhecê-Lo como o Único capaz de nos redimir dos nossos pecados e delitos. Davi diz: “Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que me são ocultos. Guarda também o teu servo da arrogância, para que não me domine; então serei íntegro e ficarei limpo de grande transgressão” (vv. 12,13). Davi confessa que somente Deus é poderoso para lhe guardar íntegro e limpo de qualquer transgressão, anteriormente ele confessara “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (v. 7). Jó exclamou: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25). Asafe, lembrando-se das maravilhas de Deus, exclamou que Deus fora o Redentor de Israel desde o deserto (Sl. 78:35). Só o Senhor é Redentor. Redentor é aquele que redime. Que paga o preço de resgate (Hb.9:14). Preço impagável por qualquer quantia ou esforço humano (Sl. 49:8).

c) Reconhecer (e aceitar) o Senhor como rocha e redentor é o ponto de partida para comunhão mais íntima. Somente Ele é a verdadeira rocha, e somente Ele é o verdadeiro redentor. Um coração redimido está apto a navegar em profundidades maiores.

Conclusão

O ensino fundamental deste trecho bíblico é que podemos e devemos agradar inteiramente ao Senhor. Busquemos em Deus um coração grandemente tocado pela excelência da Sua Palavra. Só a Palavra de Deus pode nos tornar sensível à vileza do pecado e ao perigo que se corre por causa dele, isso se o praticarmos.

Em Cristo

domingo, 8 de novembro de 2009

CARTA A FILEMON

Carta a Filemon
Esta carta provavelmente foi escrita no mesmo ano que a carta aos Colossenses (62 d.C.). Esta foi levada por Tíquico (Cl. 4:7) e Filemon foi levada pelo próprio Onésimo.
Conforme Cl 2:1 Paulo não tinha estado pessoalmente nesta igreja. Nesta época Paulo estava preso em Roma, e contava com mais ou menos 60 anos de idade.
A escravidão era algo tão normal nessa época e ninguém pensava em aboli-la; o escravo era considerado como uma ferramenta viva, não uma pessoa.
Paulo usa do amor de/em Cristo para levar Onésimo ao conhecimento do Evangelho. Consequentemente leva Filemon dar-lhe o devido perdão, também conforme o Evangelho. Paulo age mais como um pai, dessa forma não faz uso de sua autoridade apostólica (vv. 8,9); o que é diferente do visto em Colossenses (Cl. 1:1).
1. A igreja
Para que a igreja desenvolva sua missão é necessário que ela esteja sujeita a alguns requisitos.
1.1. À sua frente tem que ter um homem com ministério
Paulo fala de Arquipo – “Atenta para o ministério que recebeste do Senhor” (Cl. 4:17; cf. Fl. 1:2).
O pastor como apascentador e mestre (Ef. 4:11), está à frente da igreja para que junto com os outros ministérios, levar a igreja ao “aperfeiçoamento, edificação e unidade” (Ef. 4:12-13).
Podemos ver isto em Timóteo e Tito:
Em Éfeso, Timóteo é exortado a defender a igreja das doutrinas falsas, ensinar e levar a igreja a viver “no amor, com um coração puro, uma boa consciência e a fé não fingida” (1 Tm 1:5);
Tito é deixado em Creta “para que pusesses em boa ordem o que ainda resta” (Tt. 1:5).
O pastor deve comunicar todo o conselho de Deus objetivando que o bem de Cristo seja notório a todos (Fl.1:6). Esse é um modelo deixado pelo próprio Cristo: “Ensinado-as (processo do ensino) a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado [...]” (Mt. 28:20 - inserção minha).
1.2. A igreja deve estar (continuamente) preparada para diversas situações
A igreja com um ministério profícuo torna-se cada vez mais preparada para lidar com situações diversas
O ensino gera profundeza de caráter e generosidade de alma, é através do ensino que o cristão descobre a sua parte no Corpo de Cristo e atua dentro da vocação ou dom que possui. Isto é muito bem visto no ministério de Cristo. Os Discípulos atuaram conforme a vocação e dons recebidos.
Paulo escrevendo a carta a Filemon diz: “Oro para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento...” (Fl. v. 6). A correta comunicação da fé traz benefícios que enriquecem todos os que ouvem. Na carta aos Colossenses Paulo fala sobre algumas coisas indispensáveis a ser comunicada para todo cristão (Cl. 3:12-14):
a) Compaixão: a manifestação de sentimentos ternos e compassivos, em desejos e atos;
b) Benignidade: denota um espírito amigável e ajudador que procura suprir as necessidades dos outros;
c) Humildade: é o reconhecimento da própria fraqueza, mas também do poder de Deus;
d) Mansidão: é a qualidade de manter os poderes da personalidade sujeitos à vontade de Deus, mediante o poder do Espírito Santo;
e) Longanimidade: denota a mente que se controla um longo tempo antes de agir, sofre injustiças ou passa por situações desagradáveis, sem vingança ou retaliação, mas com a visão ou esperança de um alvo final;
f) Amor: “vínculo da perfeição”. Vínculo é aquilo que mantém duas coisas unidas.
O Apóstolo Pedro fala mais ou menos das mesmas qualidades em sua 2ª carta 1:4-8, exortando que estas coisas devem ser acrescentadas à Fé que deve ser acompanhada de virtudes.
1.3. A igreja em condição de perdoar
A igreja tem a responsabilidade de mostrar pelos atos o que prega. O amor e a fé devem ser mostrados através do serviço cristão (v. 5-11). Conforme o v.7 Paulo traz a tona o resultado da comunicação do Evangelho, ressaltando que o amor produz gozo e consolação, e que quando o coração dos santos é reanimado está pronto para o trabalho e até mesmo o sofrimento – não devemos esquecer das coisas que fizemos para Deus, que causaram impacto e mudança na vida de outros (10-11).
Em Filipenses 1:9,11 lemos “Esta é minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção... cheios do fruto de justiça” o amor deve “aumentar mais e mais”, isto é, através do amor a igreja é conduzida de modo ininterrupto pelo caminho do crescimento, neste caso nas relações uns com os outros e com o mundo, conduzindo pelo caminho do discernimento, isto é, pela percepção espiritual, relativa a aplicação prática (Fp. 1:9).
2. O poder do Evangelho
2.1.
Quem era Onésimo
O v. 11 diz que Onésimo foi inútil. Sendo escravo e fugitivo restava-lhe, pelos meios da época, unicamente a pena de morte. Paulo arriscou a própria vida ao acolher Onésimo e não entregá-lo para o devido castigo.
A igreja deve ser capaz de entender as necessidades espirituais do pecador não arrependido. A situação de Onésimo como fugitivo era muito difícil, mas Paulo consegue, através do Evangelho, resolver a situação espiritual, moral e de escravo de Onésimo.
Onésimo, como fugitivo, estava moralmente decaído e além de tudo tinha causado prejuízos ao seu senhor, possivelmente furto. O Evangelho não faz as coisas por metade. Onésimo tinha uma dívida com seu senhor, e isto tinha de ser resolvido. Por mias que sentisse receio em voltar ao seu senhor, Paulo com amor de pai resolve o problema, intercedendo por Onésimo e mostrando que se tornara um homem de confiança, e afirma que podia lançar em sua própria conta a dívida (cf v. 18). Quando o homem se chega para Deus os problemas são resolvidos, Deus dá soluções.
O poder de redenção do Evangelho é visto nas seguintes afirmações: “Muito útil... servisse... irmão amado” (vv. 11,13,16). Onésimo, após ser gerado na prisão tornou-se “útil, servidor”. Paulo, ao mesmo tempo em que apela ao sentimento cristão de Filemon, coloca Onésimo na responsabilidade de corresponder como “irmão”. A posição de irmão evoca responsabilidades e bênçãos, ou seja, se por um lado a igreja tinha o dever de perdoar Onésimo, por outro, Onésimo tinha o dever de dar fruto de que nasceu de novo. Paulo mostra a grandeza do perdão, visto que o perdão sempre nos conduz por uma solução pela redenção em Cristo, e essa solução gera frutos.
“Venho interceder por meu filho Onésimo, que gerei quando estava na prisão” (v. 10). Paulo diz que foi o instrumento para conversão de Onésimo. O ato de ‘gerar espiritualmente’ consiste em fazer nascer. Envolve evangelismo e ensino. Paulo chama-lhe de filho – isto transmite a ideia de dores de parto (veja Gl. 4:19), e significa que Paulo esforçou-se de forma profunda, levando Onésimo a entender a essência do Evangelho. Dessa forma o poder do evangelho reacende em Onésimo uma esperança a muito abandonada. Tudo isso por que luz a do Evangelho vai entrando em seu interior e revela-lhe a condição de pecador e mostra que essa condição pode ser mudada, mediante a nova vida em Cristo.
A
Em Cristo
a
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

1ª E.B.J. - ESCOLA BÍBLICA DE JOVENS EM IJUÍ

Estava revendo minhas imagens e achei o cartaz sobre a

1ª E.B.J. - Escola Bíblica de Jovens

em Ijui – RS.
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Um pouco da história do evento:


Como de costume, sempre ocorre o Congresso de Jovens nas igrejas, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Ijuí (IEAD) não é diferente.
Em uma reunião de líderes começávamos delinear como seria o Congresso do ano de 2004. Entre várias idéias, a irmã Adriana Bueno sugeriu que fosse feito um Congresso diferente, ou seja, que tivesse outro desenho, uma temática mais atual, por fim, algo que saísse do tradicional. Pois este parecia mais voltado para a igreja em geral, os jovens só trabalhavam, havia muito envolvimento com dinheiro, e assim por diante.
A ideia estava levantada, o desafio lançado. Foi a partir daí que começamos a pensar em um Congresso incrementado com Oficinas Bíblicas. A ideia foi ganhando corpo, sentíamos que era um grande desafio, mas não desanimamos, e todos, desde a liderança geral (bairros e setores), como os jovens, abraçamos e começamos o trabalho.
O irmão Gerson Gerlach, que tem uma amizade muito boa com a IEAD de Curitiba, propôs o nome de E.B.J. – Escola Bíblica de Jovens, ideia copiada de Curitiba, onde já havia ocorrido o primeiro evento com esse nome.
Era desejo nosso que houvesse uma conscientização da importância da Palavra para todos, mas no momento, voltada mais para os jovens, daí E.B.J. Eles eram o alvo dos temas, do objetivo deste evento. Então começamos a definir os Temas com base em 2 Pedro 3:18: “Crescei na graça e no conhecimento”.
Os temas foram os seguintes:
- História e Geografia No Contexto Bíblico: contatamos com o irmão Clairton Machado (filho de Ijuí), professor de Geografia, e o irmão Davi Corrêa, profundo conhecedor da História de Israel, sem exagero, um Doutor em História de Israel, bíblica e geral. Ambos da cidade de Santa Maria. Aceitaram o convite, e gentilmente estiveram conosco.
- A Importância Das Línguas Originais: Grego e Hebraico: Para esse tema não conhecíamos ninguém do meio assembleiano. Contatamos com o Pastor Antonio Renato Russo, Diretor do Seminário Teológico Batista de Ijuí (STBI). Sua agenda lhe impossibilitava atender nosso convite. Indicou-nos o casal de irmãos Claiton e Marivete Kunz, ambos professores no STBI. Aceitaram nosso convite, e gentilmente estiveram conosco.
- O Jovem Cristão No Mundo Atual: O casal de irmãos, Gilson e Eliane Deferrari, estiveram conosco outras vezes. Contatamos para essa ocasião, e eles novamente nos atenderam.
- Música, Louvor e Adoração: Para esse tema tivemos dificuldade em achar alguém. O irmão Gerson Gerlach ficou responsável para convidar o irmão para falar sobre este tema e também contatar com um irmão para ser o Pregador oficial do Congresso. Houve um momento que ele quase desistiu, mas não aceitei que recuasse, ele foi em frente. O tempo estava esgotando, pois era preciso encaminhar os cartazes e os convites às igrejas, e ainda fazer toda a divulgação nas igrejas da cidade de Ijuí. Mas Deus estava na direção de tudo. Certo dia ele chegou com a resposta e nos disse que estaria conosco o Evangelista da IEAD de Curitiba, irmão Eliel Gaby, falando sobre o tema, e o Evangelista Renato Hora como Pregador Oficial.
Lembro que o irmão Renato Hora pregou, no sábado à noite, com base em Eclesiastes 10:1a; e no domingo à noite, ele falou sobre Decepção com Deus. Deus o usou poderosamente.
Nenhum dos convidados acima era famoso, estrela do mundo gospel, pregadores de ‘grandes congressos’, mas confesso que eram (e são) homens e mulheres de Deus. Todas as Escolas Bíblicas foram uma bênção. Nos cultos oficiais de sábado e domingo à noite o templo estava cheio. Deus batizou com Espírito Santo; irmãos que estavam ‘parados na fé’ retornaram, a igreja toda foi abençoada.
Lembro que não tínhamos, em caixa, o dinheiro suficiente para o evento. Como fazer um evento dessa envergadura sem gastar? Impossível! Mas Deus nos dirigiu em todas as coisas, e houve pessoas que se dispuseram a trabalhar, ajudar.
O Pastor Jesus Vieira Vilande (hoje em Parobé) nos deu o apoio e a liberdade para fazermos o evento.
Estava na liderança geral da UMADI – União da Mocidade da Assembléia de Deus de Ijuí, Adriano Wink Fernandes, minha esposa Karla Fernandes, e o casal Daniel e Lisandra Matos. Como Maestrina do Coral de Jovens, a irmã Mari Vilande; no departamento de finanças o casal Alexandre e Elisandra. As lideranças dos bairros e setores (não lembro o nome de todos) foram fundamentais para a concretização de todo o evento.
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Realizado a cinco anos atrás, esse evento me traz ótimas lembranças, razão pela qual deixo esse registro no meu blog.
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Adriano Wink Fernandes

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PRECISAMOS DA PALAVRA. UNICAMENTE DA PALAVRA

A falta da Palavra, de forma pormenorizadamente expositiva, tem levado igrejas a descaminhos doutrinários e práticos. Paulo quando viu a situação da igreja em Corinto, teve o zelo e a piedade para colocar as coisas em ordem. Podemos ver isto em Gálatas, em Creta (nesta estava Tito), com também nas recomendações a Timóteo.
Jamais houve a permissão de que o passado (costumes e práticas) de convertidos justificasse a introdução de inovações na Igreja, tanto na liturgia como na doutrina (Rm. 12:2; 2 Co. 5:17; Ef. 2:1-3). Nem mesmo para deixar o Evangelho mais contextualizado. Paulo traz exortações e ensinos necessários para encaminhar os crentes dentro da Verdadeira Doutrina (1 Tm. 6:3; Tt. 2:1,7).
O padrão de medida, para doutrina, fé e prática, é e tem que ser pela Palavra (Fp. 4:8). É exatamente isso que está faltando hoje. Visto, hoje, não mais a pessoa responder ao apelo do Evangelho, mas o Evangelho ter que responder aos apelos de cada um (mesmo sabendo que isso é impossível). Simão, o mágico, tentou adaptar o Evangelho às suas práticas mágicas, mas foi repreendido (At. 8:18,19). Pedro jamais iria fazer negócio com o Evangelho (At. 8:20).
Há uma inversão. Não é mais o Evangelho que transforma e molda o ser humano segundo Cristo (Ef. 4:13,14), mas são as pessoas que (ilusoriamente) moldam o Evangelho segundo as suas necessidades particulares – dessa forma muitas coisas estão sendo introduzidas e tidas como certas unicamente por experiências particulares. É o evangelho empírico.
Por isso há muitas igrejas lotadas em seus diversos cultos (cultos?). Há uma variedade de reuniões (não cultos) e cada um pode escolher o que melhor cabe como reposta ao seu problema ou necessidade. Somente para citar alguns: da vitória, do milagre, das causas impossíveis, da prosperidade, o show, o encontro gospel, da revelação, e assim por diante. Parece não haver mais necessidade, nem de falar e nem de ouvir todo o conselho de Deus (At. 20:27).
A Bíblia não corrobora, se quer cita, algo do tipo: “desemcapetamento total: fechamento do corpo; desemcapetamento total: oração forte contra macumbaria, feitiçaria, saravá, reza de São Cipriano; bolo da multiplicação; raio ‘x’ de Deus: o homem que tem o raio ‘x’ de Deus nos seus olhos; batismo da prosperidade; sessão do descarrego: o ritual sagrado; fogueira santa de Israel na fonte de Gideão: a materialização da fé para a conquista do impossível; clamor no interior do peixe; oração no monte: por ser mais poderosa ou mais espiritual ou mais eficaz; oração de portas fechadas para não entrar “espíritos malignos”; oração em pensamento para que o Diabo não ouça e nos roube a bênção; oração com imposição de mãos para transferências de dons, talentos, ministério e unção; passar óleo na doença para ser curado; medo constante para não proferir alguma palavra profética de maldição; sabonete ungido; rosa ungida; água do rio Jordão; sal grosso; vinho representando o sangue de Jesus, para, literalmente, passar nos umbrais da casa; “caixinha de promessas” como uma ‘consulta’ da vontade de Deus; repreender o Diabo com um “ta amarrado”; unção de cidades, ruas e praças; determinar a vitória, a bênção; campanha das semanas para alcançar uma vitória; o uso da numerologia para alcançar bênção; regressão para perdão de pecados desconhecidos; todos são profetas”. Já que para muitos (se não a maioria) o mais importante é o milagre e não a fonte, nada disso é errado ou questionável. Infelizmente!
Essas práticas estão qualificadas como doutrinas de homens e/ou de demônios. Muitas delas foram trazidas de religiões que nada tem a ver com o cristianismo, com o genuíno Evangelho. Dessa forma é um sincretismo. Muitas pessoas se convertem e continuam nas mesmas práticas. Algumas práticas só mudam um pouquinho, ficam mais cristianizadas (muito estranho).
Paulo faz uma recomendação: “Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes. Desviai-vos deles” (Rm. 16:17), e em Hebreus 13:9 lemos: “não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas”.
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Falar sobre estas coisas é ir contra a maré. É ser um ‘fundamentalista’. Mas é mais importante, salutar, bíblico, conformar-se à Verdadeira Doutrina do que às doutrinas várias.

Precisamos da Palavra. Unicamente da Palavra.

Em Cristo,

Adriano Wink Fernandes

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PRECISAMOS DE HERÓIS

Fonte: Jó. Um homem de tolerância heróica (p. 9,10)
Autor: Charles R. Swindoll
Editora: Mundo Cristão

A escassez de heróis me perturbou durante anos [...] as fileiras dos heróis ficaram notavelmente reduzidas. Quer seja devido aos cínicos desta época que se agradam em enfatizar os defeitos mais insignificantes dos famosos, ou porque aqueles que antes admirávamos à distânica deixaram de ser aprovados nos testes de tornassol mais exatos, ou porque o público simplesmente se cansou da síndrome do herói decaído; até a idéia de chamar alguém de herói caiu em desfavor na cultura de hoje. O medo de encontrar algum fato oculto que desmereça aquele que admiramos roubou a confiança antes depositada em outros.
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Não obstante, continuo convencido de que precisamos de heróis. Sem levar em conta as imperfeições da humnaidade, nossos corações anseiam por ser estimulados pelos exemplos de idoneidade sendo modelados na vida diária. Somos fortalecidos por vidas exemplares, especialmente daqueles que alcançaram o direito de ser respeitados pelo seu caráter, sacrifício, paciência e capacidade de prosseguir apesar das dificuldades, injustiças, sofrimentos e fracassos. Nossos heróis não precisam ser perfeitos. Devem, porém, ser corajosos, autênticos, lúcidos e decididos a perseverar, não importa o sacrifício ou preço pago. Necessitamos de heróis íntegros e sólidos, homens e mulheres que possamos admirar, não por exemplificarem uma explosão rápida de bravura, mas por representarem a essência da grandeza e permanecerem nela até o fim. Teminar em pé é uma parte vital da coragem. Visto existir "tão grande nuvem de testemunhas" a nos servir de incentivo, temos mais capacidade para perseverar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

MORRIS CERULLO, BENNY HINN E OUTROS


Não descuide do que a Palavra do Senhor diz. Todo aquele que se diz cristão deve comprovar isto pelos frutos. Para que você conheça - se ainda não conhece alguns pregadores e as suas novas teologias - indico que leia o que o Pastor Ciro Sanches Zibordi escreveu:
E em bereianos Morris Cerullo no Brasil. Você o conhece?
Também escrevi o artigo "Crede nos seus profetas e prosperareis", você pode conferir aqui.
mm
Adriano Wink Fernandes

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

VOCÊ SABE O QUE ESTÁ OUVINDO E... VENDO?

A marcha em prol da decadência moral é cada vez mais patente em nossa sociedade. Onde ninguém questiona nada sobre valores e princípios; onde, ao chegar em acasa, se quer somente 'relaxar', sem se importar o que está se ouvindo ou que procedência tem o que se passa logo à frente na telinha, é terreno fértil para o cresimento das mais variadas ervas daninhas. Que por sua vez destuindo valores relacionados à família, amor, esperança, unidade, entre outros. A novela Caminho das Ínidas já inicia a cada capítulo com um louvor devocional ao Diabo. alguém escreveu que "é por uma mensagem como esta, escondida atrás de uma melodia bonita, que os nossos filhos poderão ser atraídos", acrescento, que as nossas famílias e valores estão indo pelo ralo da imoralidade. Como para isso é proibido haver censura, deixemos que tudo aconteça na maior normalidade. Mas deve aocntecer o contrário, pois temos o poder (se quisermos) sobre um simples controle remoto, e desligarmos a TV, para que este tipo de lixo e imundíce não mine, de forma subliminar ou não, nossos valores morais e espirituais, já que a música tem um claro tom religioso, de louvor e adoração ao Diabo.

Leia e analise! (Em azul está atradução para o Português)


Sympathy for the Devil
Simpatia Com o Diabo

Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long, long year
Stole many a man's soul and faith
----------
Por gentileza me permita me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens
----------
And I was 'round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate
---------
E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de duvida e dor
Fiz muita questão que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino
---------
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what's puzzling you
Is the nature of my game
---
Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
---------
I stuck around St. Petersberg
When I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain
-----
Eu aguardei em São Petersburgo
Quando percebi que era hora para mudanças
Matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão
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I rode a tank
Held a general's rank
When the Blitzkrieg raged
And the bodies stank
-------
Pilotei um tanque
Usei a patente de general
Quando as blitzkrieg urgiam
E os corpos fediam
---------
Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
What's puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah
---------
Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo
---------
I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the Gods they made*
---------
Assisti com orgulho
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que eles criaram
---------
I shouted out
'Who killed the Kennedys?
'When after all
It was you and me
-------
Gritei bem alto
'Quem matou os Kennedys?'
Quando afinal de contas
Foi apenas você e eu
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Let me please introduce myself
I'm a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadors
Who get killed before they reached Bombay
--------
Permita-me por gentileza me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Deixei armadilhas para ministreis
Que morreram antes de chegarem a Bombaim
---------
Pleased to meet you
Hope you guessed! my name, oh yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game
---------
Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
---------
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But what's confusing you
Is just the nature of my game
------
Um prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes confunde
É a natureza do meu jogo
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Just as every cop is a criminal
And all the sinners Saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
'Cause I'm in need of some restraint
--------
Assim como todo cana é um criminoso
E todos os pecadores Santos
Como cara é coroa
Basta me chamar de Lúcifer
Pois estou precisando de alguma restrição
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So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I'll lay your soul to waste, um yeah
---------
Então se me conhecer
Tenha alguma delicadeza
Tenha a simpatia, e algum requinte
Use toda sua polidez bem aprendida
Ou deitarei sua alma para apodrecer
---------
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game, um! baby, get down
------
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intrigam
É a natureza do meu jogo
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Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Tell me baby, what's my name
Tell me honey, baby guess my name
Tell me baby, what's my name
I tell you one time, you're to blame
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Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa
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Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah
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Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa
-------
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah

Creia você ou não, Jesus disse:
"O ladrão (o Diabo) veio para matar roubar e destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (João 10:10).

Deus te abençõe!

Adriano Wink Fernandes

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CREIA... MAS EXAMINE PRIMEIRO

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS CRISTÃOS DE BERÉIA
A ida de Paulo e Silas à Beréia acontece após a perseguição levantada por Judeus na cidade da Macedônia – Tessalônica. Beréia se localiza a 80 km da Macedônia (Atos 17:8-10).
Há uma diferença visível no modo como os Bereanos receberam o Evangelho, em relação aos de Tessalônica, estes, animados por Judeus, incitaram o povo à perseguição forçando até ir ao tribunal; já, os bereanos receberam Paulo e Silas, ouviram o evangelho, e tornaram-se frutífero, isto é, deram frutos em abundância. Em ambos, Paulo usa o mesmo modo na exposição das Escrituras:
a. Discutir as Escrituras (era um constume de Paulo) (At. 17:2,3 e 10);
b. Apresentar a Palavra da cruz (At. 17:3,11);
O resultado foi a conversão de muitos (mulheres, homens, pobres e ricos – At. 17:4,12).
O CARÁTER DOS BEREANOS
1. NOBRES

Significa bem nascido, de boa família (I Co. 1:26); nobre (Lc. 19:12); mente nobre, mente aberta (At. 17:11);
A nobreza deles foi vista na postura que tiveram com relação à Palavra, “pois receberam a palavra” (At. 17:11), isto é, aceitar, aprovar – “exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão”, “aceitou a nossa exortação” (II Co 6:18; 8:17)
O ato de receber a Palavra tem a ver com o ouvir atentamente, pesquisar, comparar o discurso – a palavra pregada – com as Escrituras. É o ato de receber não porque se busca um resultado imediato, uma bênção, uma vitória; mas porque crê naquilo que ouviu, não importando se há ou não algum resultado pragmático. Desejaram em primeiro lugar a Salvação, pois creram no nome de Cristo.
2. EXAMINAR
Examinar, isto é, fazer uma pesquisa cuidadosa como num julgamento legal, perguntar, fazer busca e comparações com as Escrituras de tudo o que dizia com respeito ao Messias nos escritos veterotestamentários. Dessa forma se tinha as confirmações das profecias e dos acontecimentos, "examinando nas escrituras", eles buscavam prova documental do que Paulo dizia, "se estas coisas eram assim".
Paulo estava pregando na sinagoga, por conseguinte, estudavam, criam e conheciam a Lei e é nesse contexto que Paulo lhes apresenta Cristo – o Messias (At. 17:3).
3. CRERAM
Lucas registra que se converteram muitos gregos de posição, tanto mulheres quanto homens, e que alguns eram de alta posição, de cultura (isso era uma característica dos gregos – amantes da sabedoria), isso prova que Paulo chegou com palavras de sabedoria, pois os gregos queriam ouvir sabedoria, porém, fala-lhes na sabedoria do Espírito Santo (II Co. 2:6,7; At. 17:13 – revelação do Espírito Santo). Não era uma sabedoria segundo o que eles queriam ouvir, mas sim, segundo o que eles precisavam ouvir com relação a Salvação por meio de Cristo.
O verbo crer neste contexto é episteusan, é um composto de epi – em cima + pistis – crer, quer dizer, creram em cima do que ouviram, a fé teve como base as Escrituras, pois é isto que Paulo lhes trouxe. O salmista falou que os preceitos do Senhor é que dão entendimento, e dessa forma faz com que se aborreça o caminho errado (Sl. 119:104).
O que fez diferença dos Bereanos em relação aos de Tessalônica foi exatamente a busca de provas do discurso com a que estava escrito.
4. APLICAÇÃO BÍLBICA
Os tempos em que vivemos são outros, porém o cuidado deve ser o mesmo. Os bereanos nos deixam o exemplo de que conferir o que se ouve com o que está escrito é uma atitude nobre e prudente.
Temos visto o surgimento e crescimento de várias teologias; misturas de cristianismo com práticas pagãs, idolatria, ocultismo, entre outros. Isso se dá basicamente por falta de um exame do que se ouve com o que está escrito na Bíblia.
Muitos ouvem tudo, porém não questionam, discutem, analisam, examinam, pois é um 'grande' pregador, apóstolo, bispo, evangelista, teólogo que está falando. Mas os bereanos, mesmo ouvindo a Paulo, examinaram - certamente ouviram da fama do Apóstolo; viram que era eloquente e convicente em suas colacações, mas mesmo assim não deixaram de examinar, confrontar com as Escrituras, a pregação de Paulo.
Veja o que diz o texto: "[...] pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles [...]" (At. 17:11,12 - grifo meu). Eles não foram atraídos por uma 'palavra profética', uma 'bênção' irrecusável, por uma promessa de prosperidade, não. Eles ouviram a Palavra da Verdade, poderosa para conduzí-los a Salvação em Cristo, eles tiveram conteúdo para crer (Rm. 10:17).
Jesus trouxe a clara exortação de examinar as Escrituras (Jo. 5:39); Paulo, escrevendo aos crentes de Tessalônica, recomenda-lhes para examinar tudo (1 Ts. 5:21). É exatamente isso que está faltando nos dias de hoje!
Se tudo o que se ouve como evangelho fosse examinado com a Bíblia, certamente muitos 'grandes' não triunfariam com suas inovações e teologias!

Em Cristo
Adriano Wink Fernandes

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A DECADÊNCIA MORAL E DOUTRINÁRIA DE OBREIROS

A Bíblia mostra-nos homens que iniciaram a caminhada como líder, obreiro, apóstolo, pastor, e por um motivo ou outro ruíram moralmente e espiritualmente. Uns reconheceram seus erros e voltaram-se arrependidos, sendo dessa forma alcançados pelas misericórdias de Deus e pelo seu imensurável perdão. Outros continuaram na desgraça e tornaram-se apóstatas mascarados, isto é, passaram a defender suas doutrinas e inovações como se fosse a mais pura verdade – na verdade – passaram a acreditar que eram novas revelações.
Os tempos de hoje não são diferentes!
Estamos vivendo uma época muito difícil. Haja vista a avalanche de novas revelações e o surgimento de muitos falsos mestres no meio religioso mundial (2 Pe. 2:1).
Agora fica a pergunta: por que obreiros que começaram de uma forma legítima, bíblica, balizados na Verdade, num momento da vida começam, de forma astuta e dissimulada, negar as doutrinas que defendiam e passam a abraçar aquilo que, biblicamente, combatiam?
Por exemplo, há obreiros que combatiam a Teologia da Prosperidade, no entanto hoje estão abraçados a ela; outros eram ferrenhos defensores de um culto racional, bíblico, espiritual, mas hoje abraçaram os modismos como cair no espírito, reteté ou repleplé, paletó ungido, berros ou sopros no microfone, entre outros movimentos estranhos; também há uns que levantaram-se contra o movimento G12 e o movimento celular (Igreja em células), dizendo que é coisa do demônio, no entanto atualmente estão dividindo o mesmo palco, passando a abraçar a mesma causa, e afirmando que não há mal nenhum, somente é outro jeito de se propagar o Evangelho; ainda há os que eram profundamente balizados teologicamente, no entanto, hoje, passaram a abraçar novas teologias, que entram em confronto direto com a Verdade.
A Bíblia nos mostra que estas coisas continuarão acontecendo, e com mais frequência, à medida que a volta de Jesus se aproxima. O engano religioso dos últimos dias é vaticinado por vários textos bíblicos. Diante da pergunta dos discípulos sobre os últimos dias, Jesus foi enfático: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane” (Mt. 24:4 – veja vv. 5,11; 7:15-23. Veja mais aqui).
Vários homens, líderes de Israel, começaram muito bem, mas tiveram desastrosos desvios no decorrer da sua caminhada como sevos de Deus - errando o alvo.
Arão é um exemplo clássico dos líderes que fazem o que o povo quer (Ex. 32). Arão poderia ter mantido a postura de homem de Deus, seguindo os desígnios de Deus, pois ele sabia onde estava Moisés, e poderia levar o povo entender que Moisés voltaria quando Deus assim quisesse. No entanto, prevaricou. As consequências foram desastrosas.
Saul, escolhido do Senhor para ser rei Israel, também deslizou de forma desastrosa. O seu pecado se consistiu em rejeitar a Palavra do Senhor, e ainda, temer o povo, dando ouvido à voz do povo (1 Sm. 15:23,24). Num momento ele mandou exterminar os feiticeiros, porém, em outro, ele foi consultar uma feiticeira (1 Sm. 28:3,9,10).
Salomão foi um homem que começou cheio de sabedoria e graça diante de Deus e dos homens (1 Rs. 3:11,12), porém, o poder, a fama, e as riquezas corromperam seu coração, fazendo-o desviar-se dos retos caminhos do Senhor (1 Rs. 11:9-11). As consequências foram desastrosas. Ele construiu o majestoso Templo para adoração, mas, no entanto, distanciou o seu coração em seguir unicamente ao Senhor.
Jeremias clamou contra a depravação espiritual e moral em seus dias. Disse ele “Tanto o profeta como o sacerdote estão contaminados; até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor” (Jr. 23:11 – grifo meu). Veja o estado moral e espiritual dos sacerdotes e profetas em Israel: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; eles vos ensinam vaidades. Falam da visão do seu próprio coração, não da boca do Senhor” (Jr. 23:16). Os homens que eram para instruir Israel pelo caminho da Verdade, estavam torcendo a Verdade, e falando mentiras.
Ezequiel também fala da depravação entre os sacerdotes e profetas. Levado em Espírito ao Templo, em Jerusalém, o Senhor lhe diz “Entra, e vê as terríveis abominações que eles fazem aqui” (Ez. 8); mais adiante Deus fala dos chefes do povo “[...] Filho do homem, estes são os homens que maquinam a iniquidade, e dão ímpio conselho nesta cidade” (Ez. 11:2ss – grifo meu). Eram homens ungidos para serem líderes espirituais, mas, no entanto perderam, por vaidade e ganância, a unção, o chamado, a lealdade ao Senhor, e passaram a enganar, ludibriar com palavras vãs e mentirosas.
A história nos mostra que muitos desses negociaram a verdade unicamente para satisfazer-se nos próprios desejos. Havia interesses ligados à fama, à riqueza, a auto-realização, entre outros, ou ainda, o medo diante do povo.
No Novo Testamento temos instruções e exemplos de homens que abandonaram a Verdade por interesses próprios.
Paulo fala de dois homens convertidos que apostataram da fé. Himineu e Fileto são exemplos de como um obreiro pode desviar-se da verdade e ainda perverter a fé de alguns (2 Tm. 2:17-18) – quão perigoso é isto! Tem muitos que acham que os obreiros famosos, grandes evangelistas, ou mesmo pastores, não abandonam a Verdade, ou não negociam as Doutrinas bíblicas. Mas não é verdade, pois vemos que eles podem cair nas armadilhas da fama, do poder, da ganância, e de outros interesses. Tenhamos cuidado!
Em Gálatas, Paulo fala de falsos irmãos, que em tempos passados foram alguma coisa, mas que agora estavam distante do verdadeiro Evangelho (Gl. 2:4-6). João diz que os anticristos saíram do meio cristão “Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos. Pois se tivessem sido dos nossos, teriam ficado conosco [...]” (1 Jo. 2:19). Foram homens que apostataram da fé, passaram a ensinar outra doutrina, desviaram-se do Verdadeiro Evangelho.
Escrevendo a Timóteo, Paulo faz referência a algumas razões que levam homens a desviarem-se da Verdade: dar ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios (1 Tm. 4:1), e ainda: amor próprio, ganância, presunção, soberba, falta de domínio próprio, atrevimento, orgulho, amigo de prazeres efêmeros, o interesse em manter uma aparência de piedade, etc. (2 Tm. 3:1-9).
Pedro adverte que muitos tem deixado o caminho direito por causa da postura qual teve Balaão, ou seja, são amantes do dinheiro e das riquezas (2 Pe. 2:15,21 cf. Jd. 11-13).
Precisamos, mais do que nunca, estar atentos aos acontecimentos dos dias em que vivemos. Tem muitos homens no topo da fama no meio evangélico, mas infelizmente estão negociando a Verdade. Abraçam novas doutrinas, anunciam outro evangelho, e assim por diante. Olhe para a Palavra, examine a Palavra e não se deixe levar por todo e qualquer vento de doutrina que está assoprando nos dias de hoje.

“[...] De bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11 – grifo meu) - esse é o dever diário de cada cristão!

por Adriano Wink Fernandes

sábado, 15 de agosto de 2009

"CREDE NOS SEUS PROFETAS, E PROSPERAREIS"

“[...] crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Cr. 20:20)
Este versículo, infelizmente, é o versículo chave, o texto áureo, na boca dos propaladores da Teologia da Prosperidade. Veja, por exemplo, aqui, aqui e aqui.
Inventa-se uma campanha e lá está o versículo como base teológica.
O que me preocupa é que ele é tomado somente para campanhas financeiras, ou seja, faltou dinheiro, ou o caixa está em baixa, o versículo é o princípio, é a chave do lucro. Precisa-se dinheiro, lá está o versículo; não está dando para pagar os compromissos (supostamente da obra do Senhor) inventa-se o tipo de campanha que quer – pode ser em reais ou dólar, pode-se usar a numerologia – e lá está o versículo. E assim vai.
Interessante também é que a oferta é para abençoar quem dá. Veja a generosidade: ela não vai abençoar o ‘profeta’; mas é o ‘profeta’ que, obedecendo a Deus, está abrindo uma porta para abençoar eu, você.
É o versículo preferido para fazer o povo dar ‘generosamente’; lamentavelmente, infelizmente, vergonhosamente, tem se tornado o versículo da barganha. Nele temos a palavra prosperareis, e veio na medida, pois tem caido como luva em mão de noiva, para apoiar a Teologia da Prosperidade, e enriquecer os proponentes dela. E infelizmente o povo é enganado, ludibriado, negociado, e continua no erro de dar ouvidos a estes profetas. Pois se os falsos profetas prosperam, é porque o povo ouve e pratica suas mentiras (Ez. 13:19); dá ouvido às suas falácias; alimenta suas insaciáveis contas bancárias; não confere as coisas com a Palavra da Verdade; eles pedem um jatinho para ‘evangelizar’, fazem uma declaração profética e lá está o povo, dando o suor, indo às lágrimas para alimentar suas luxúrias, e corroborar a Teologia da Prosperidade (2 Pe. 2:14).
Analisando a passagem que envolve 2 Crônicas 20:20 não encontrei, em nenhum momento, que o povo teve grandes vitórias financeiras; tornou-se rico de um momento para o outro; sendo assim, não encontro qualquer apoio, que o versículo em questão, venha dar para a Teologia da Prosperidade, ou para qualquer campanha financeira, material, econômica. O versículo em questão tem que ser lido no seu contexto. Desde o capítulo 19. Pois lendo somente ele, poderemos fazer o que bem quisermos, mas lendo o contexto imediato, veremos que o que os profetas falaram, foi a verdadeira orientação do Senhor para uma batalha específica.
Vejamos:
1. Jeosafá era rei de Judá nesta época, e conseguiu deixar Jerusalém em paz (2 Cr. 19:1);
2. Fez com que o povo se voltasse para o Senhor (2 Cr. 17:9; 19:4);
3. Estabeleceu juízes com as seguintes características espirituais e morais: deviam andar no temor do Senhor, ser fieis, e ser íntegros de coração (2 Cr. 19:9) – no entanto, não vemos nenhuma exigência de que deveriam ter fortunas como prova de que eram verdadeiros profetas de Deus;
4. Estes juízes deviam julgar com justiça, com equidade (2 Cr. 19:10);
5. Deviam esforçar-se, e o Senhor abençoaria os bons (2 Cr. 19:11).
Até aqui não vi nenhuma referência à prosperidade financeira.
Seguimos em frente.
6. Num momento, os filhos de Moabe e Amom, resolveram vir à peleja contra Jeosafá. Vieram apressadamente, e em multidão, o que sabendo Jeosafá, temeu (2 cr. 20:1-2);
7. Jeosafá, sabiamente, foi humilhar-se aos pés do Senhor, e juntamente com ele, todo o povo (2 Cr. 20:1-5,13). Humilhando-se reconheceram: a soberania de Deus (2 Cr. 20:6); lembraram da promessa de Deus feita a Abraão (2 Cr. 20:7,8); lembraram que a casa do Senhor é um lugar em que se deve clamar, humilhado aos pés do Senhor (2 Cr. 20:9); reconheceram, diante do Senhor, que não tinham força e nem sabedoria para enfrentar o exército inimigo, mas estavam confiantes no Senhor (2 Cr. 20:12);
8. A resposta do Senhor: não temer, pois era ao Senhor que lutaria (2 Cr. 20:15,17);
9. Diante da resposta eles adoraram, rejubilaram diante do Senhor (2 Cr. 20:18,19);
10. Quando saíram à peleja, foram orientados por Jeosafá, a ouvirem as orientações dos profetas com relação à peleja. Jeosafá diz: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros” e depois ele diz “crede nos seus profetas, e prosperareis” (2 Cr. 20:20). A confiança deveria estar primeiramente em Deus; e deveriam crer nos profetas, porque eles falariam ao povo a devida orientação do Senhor, para a referida peleja. Mas o quê que os profetas falaram que eles deveriam crer?
11. Os profetas falaram para eles louvarem ao Senhor diante do esplendor de Sua santidade, dizendo: “Rendei graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre” (2 Cr. 20:21). Diante disto, o Senhor respondeu com vitória, colocando embaraços diante do exército inimigo (2 Cr. 20:22-24); a vitória foi tão grande e estrondosa que o lugar ficou conhecido como Vale de Beraca, ou seja, o Vale da Bênção.
É bem diferente do que estamos ouvindo dos profetas da prosperidade dos dias de hoje. Pois se evidencia o eu, e não o Senhor; a bênção está antes do Senhor. A ênfase financeira está tão impregnada em nossos púlpitos que ouvi um pastor dizer: “a única coisa que repreende o devorador, para crente e não crente, é o dízimo”. Recentemente ouvi um destes profetas da prosperidade. Dizia ele: “será que Deus já fez promessa à você, e esta promessa não foi ainda cumprida? [...] se você responde com honestidade: Sim! Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas. [...] Ouça a voz de Deus agora: Se você for ao telefone, e fizer este compromisso, para semear [...] e você disser: Deus eu quero dar um passo na minha unção financeira dos últimos dias. [...] Eu te prometo, antes de chegar o dia primeiro de janeiro [...] este é o momento de Ele cumprir toda a profecia, toda a promessa, que Ele já fez sobre a tua vida”. Será que precisamos de uma nova unção (já que eu não achei unção financeira em toda a minha Bíblia) para Deus cumprir as suas promessas sobre a minha ou a tua vida? Deus precisa de uma ajudinha? Deus precisa de novas teologias, de um novo profeta, de novas unções? Categoricamente digo NÃO. Deus é soberano e faz as coisas como Ele quer.
Estes profetas se contradizem; em algumas pregações tenho visto muitos tele-evangelistas e tele-pregadores, pregarem, biblicamente, contra a Teologia da Prosperidade, porém hoje, vejo que muitos deles já trocaram de lado, ou seja, estão apoiando o que antes, biblicamente, condenavam. A medida que vejo estes acontecimentos, olho para o que Jesus falou: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vem até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores [...] pelos seus frutos os conhecereis” (Mt. 7:15,16). Às vezes o fruto leva tempo para aparecer, mas a verdade é, que um dia ele aparece.
Jeosafá e todo Judá prosperaram, mas confiados, primeiramente no Senhor (veja 2 Cr. 17:1-19). Os profetas não inventaram campanha, não mudaram os planos do Senhor, não inovaram, mas unicamente, obedeceram ao Senhor, e orientaram o povo à obediência ao Senhor. Daí a vitória foi certa e esmagadora.
Após a vitória, os louvores continuaram, pois a alegria, no Senhor, era muitíssima (2 Cr. 20:25-30).
Tomamos cuidado com estes que usam um versículo aqui, outro ali, para apoiar suas campanhas, seus projetos de enriquecimento. São pastores que tiram, sem misericórdia, a lã das ovelhas; apascentam-se a si mesmos, e não apascentam as ovelhas (Ez. 34:3).
O indouto Pedro, porém servo e Apóstolo de Jesus Cristo nos advertiu: “Mas houve também falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres [...] por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pe. 2:1,3). A palavra ganância quer dizer apetite insaciável, e a palavra negócio tem o sentido de viajar como mercador, viajar a negócios, merciar, explorar, lucrar.
É tempo de examinar, vigiar e orar!

Em Cristo
Adriano Wink Fernandes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A DECADÊNCIA DO EVANGELHO EM NOME DA POPULARIDADE DA IGREJA

(A imagem ao lado é parte da capa do livro: Com vergonha do Evangelho, de John F. Mac Arthur Jr. Editora Fiel).
A
A igreja está vivendo o auge da sua popularidade. Nunca os evangélicos foram tão bem aceitos no meio político, social, econômico e cultural. No meio religioso não é diferente. A igreja evangélica tornou-se popular e se aproxima de uma forma tão cordial, amigável de outros segmentos religiosos; está se irmanando, como nunca visto, com o Catolicismo Romano. Até dizem: é um verdadeiro reavivamento! A Igreja Católica Romana (mãe das abominações) será reavivada. “Declaremos, profeticamente, um avivamento sobre a Igreja Católica Romana”. As religiões estão se unindo em nome da tão sonhada paz mundial.
Tempos atrás a Igreja era odiada, tachada de quadrada, retrógrada; não era aceita como deste mundo, tinham-na como alguém fora do seu habitat natural (Mt. 10:22; 24:9; At. 4:1-20). Os cânticos espirituais eram vilipendiados, execrados; jamais eram tocados em programas seculares; ninguém pedia autorização para gravá-los.
A Igreja vivia um Evangelho centrado em Cristo (At. 2:22; 3:16; 1 Co. 2:1,2). O louvor, a adoração, a veneração, a gratidão era para Ele (1 Tm. 1:17; Ap. 5:9-14). Não se determinava; mas a Igreja orava perseverantemente em nome dEle (Lc. 18:1; Fp. 4:6; 1 Pe. 5:7 cf. Sl. 55:22). Os crentes em Cristo, se reuniam por causa dEle. Não por causa de um grande apóstolo, bispo, missionário, profeta, milagreiro; não buscava-se milagres e sonhos, mas reunia-se para adorar, prestar culto ao verdadeiro Deus; e havia edificação (1 Co. 14:26). Não se olhava para si mesmo, mas lembrava-se do que Jesus fez, por meio da graça (Ef. 2:1-10).
A Igreja desejava initmidade com o Espírito Santo, pois sabe que Ele é Mestre, Ensinador, Paracleto, Intercessor, Consolador, Guia, etc. (Jo. 14:16,26; 15:26; Rm. 8:26,27). A Igreja louvava com Cânticos Espirituais, que quando entoados faziam descer sobre a todos uma suave brisa do Espírito, sem ninguém apontar o dedo e declarar, profetizar, determinar. Nos cultos gotejava a doutrina de Deus. A Igreja amava a Palavra (Dt. 32:2). Mas os tempos mudaram. Hoje, a igreja se popularizou, está na mídia. A igreja popular está a um passo de dominar a mídia nacional. 2009 é o ano das riquezas serem repassadas para a igreja: "rercursos financeiros sobrenaturais serão transferidos para igreja". Em pouco tempo os maiores canais televisivos estarão na mão dos evangélicos (ou melhor, da igreja popular) - dizem os 'grandes profetas': "cadeias de televisão seculares abrirão as portas para programas cristãos, mas também muitas delas quebrarão financeiramente e serão transferidas para Igreja" (veja aqui). Diante de tudo isto, quero acreditar (mas não consigo) que os ‘homens de Deus’ estão preparados para administrar estas riquezas, estão tomados de zelo e fervor espiritual, e de forma alguma cairão nas armadilhas e laços cobiçosos do poder e da fama que a mídia propicia (aliás, temos um belo exemplo de como um canal de televisão, administrado pelos defensores da igreja popular, propaga o evangelho com decência, e sem escândalos, pois o seu lema é pregar o Evangelho, sem importar-se com o Ibope).
A igreja está muito popular. É premiada em programas televisivos de larga audiência; tem prêmios comparados ao Oscar; está ao lado dos maiores cantores nacionais e internacionais; compete ao lado de mundanos, perversos; está concorrendo aos mesmos prêmios que estes; e se gloria dos seus ídolos gospel. Bate no peito com um invejável humilde orgulho: como o evangelho está indo longe! Afinal somos cabeça e não cauda!
Hoje a música da igreja popular está em alta. É a mais tocada nas paradas de sucesso. A música gospel (não hinos, cânticos espirituais) é cantada com os mais variados ritmos: axé, forró, rap, heavy metal, samba, funk, sertaneja. Estamos na festa do peão!
Na igreja popular, o culto (?) é um show! Não precisa mais bater, buscar, pedir, humilhar-se (Mt. 7:7; Tg. 4:10; 1 Pe. 5:6), isso é coisa do passado. Hoje há truques para receber bênçãos: "deixe a mão nessa posição, feche os olhos, como profeta de Deus eu vou orar, quando eu disser amém você feche a mão e segure a tua bênção"; agarre na camisa do profeta e pense no profeta maior (Jesus?); engravide as coisas que você quer; visualize a tua bênção; determine a tua vitória.
Hoje, a igreja popular, é aceita normalmente. Ninguém se incomoda com a mensagem, nem com as lindas canções que ela canta, pois massagea o ego e diz o que o povo quer ouvir (2 Tm. 4:3,4). Então se profetiza, pisa na cabeça do inimigo; unge as ruas, e dessa forma o diabo é repreendido. A igreja popular esqueceu que o diabo foi vencido na cruz (Cl. 2:15). Paulo recomendou, para a Igreja, as armaduras poderosas em Deus, mas a igreja popular acha-as ultrapassadas (Ef. 6:10-18). Tem revelações novas e quentinhas sobre batalha espiritual: o inimigo está no teatro, no nome da rua, na esquina, etc.
Hoje, a Palavra de Deus não precisa mais ser pregada na íntegra; não é mais necessário pregar "todo o conselho de Deus" (At. 20:20,27), mas aquilo que é possível, hoje, as multidões ouvirem, mantendo-as ao lado da igreja popular. Não se precisa mais falar em arrependimento, conversão, nova vida, regeneração, santificação, justificação. Visto ter várias frases de efeito. Os ‘adoradores’, os 'profetas de plantão' estiveram no céu, e, constantemente, tem novidades bem quentinhas.
O pecador se converte (?), mas não precisa abandonar seu papel teatral de ator humorístico. Pode continuar contando piadas e fazendo gracejos sensuais, pois dali vem o seu pão. A prostituta vem para Jesus, mas não precisa arrepender-se do seu passado vergonhoso - até gaba-se dele. A atriz vem para Jesus e continua com suas caipirinhas, com seu cigarro. E declara: 'Jesus me faz tão bem!'
Na igreja popular, falar sobre a cruz é algo muito negativo, ou negativismo puro, para um povo que está vivendo o auge da auto-estima (1 Co. 1:22); que redescobriu que pode ser Deus; na igreja popular, a pregação está sendo colocada em último lugar (se houver tempo), já que o louvorzão, a ‘adoração’, o reteté, o sapatear, o cair no espírito tem tomado lugar de proeminência; é preciso ouvir as declarações proféticas; as grandes revelações; ser fiel ao incentivo do ministrante, e declarar ou determinar que ele quer que diga. Tudo isto em detrimento da pregação expositiva, cristocêntrica.
Esta pregação é pesada demais. Fala de arrependimento, renúncia, santidade, cruz; a ‘ministração’ durante o ‘louvor’ é mais leve, cabe aos ouvidos encoceirados, pois fala o que querem ouvir: eu sou bom, eu não nasci prá sofrer, seja positivo e não negativo, tenha uma mente limpa dos pensamentos depressivos, determine teus milagres, pense o melhor, adquira o melhor, determine o melhor, exija o cumprimento das promessas de Deus sobre você.
Mas tenho uma notícia! (para alguns ouvidos não muito boa)
Chegamos nos tempos trabalhosos, dos espíritos enganadores, das doutrinas de demônios, dos homens arrogantes, amantes de si mesmos, presunçosos, amantes dos deleites. Mas infelizmente, a igreja popular quer ignorar esses tempos e atirar-se, deliberadamente, ao evangelho fácil, da auto-ajuda, que só aponta para tempos de prosperidade e abundâncias de Deus (?); é o tempo da unção financeira – onde está essa na Bíblia? Isso me faz lembrar os tempos de Jeremias. Enquanto Jeremias profetizava o juízo de Deus que estava por vir, os falsos profetas falavam de paz, prosperidade, tempos de abundância – e o povo se deleitava. Mera coincidência?! No entanto a Palavra de Deus, pela boca de Jeremias, se cumpriu na íntegra!
O avivamento bíblico nunca virá por meios que não sejam bíblicos. O Espírito Santo jamais exaltará a mariolatria, a idolatria, pois Ele glorifica Cristo (Jo. 16:14). Os meios bíblicos para um avivamento estão na Palavra: oração, renúncia, humilhação, arrependimento. É preciso reconhecer e aceitar a Palavra. Reuniões festivas; shows para mega gravações; grandes congressos e encontros de estrelas do mundo gospel não produzem avivamento. É preciso ter uma atitude de humilhação. Assim como teve Habacuque, Esdras, Neemias. Sem reconhecer quem é o Senhor, não há avivamento bíblico. Multidões e multidões não atestam um verdadeiro avivamento bíblico.
A igreja popular está interessada em milagres e vitórias. Hoje há uma concorrência entre muitas dessas igrejas para ver quem opera mais milagres; quem ora mais pelos dons do Espírito Santo; quem revela mais durante o culto; quem tem a revelação mais sensacional, e humanamente improvável de acontecer. Liga-se o rádio e muitos programas giram em torno disso: propaganda de suas igrejas, de seus incomparáveis ‘homens de Deus’, de seus cultos, com reprise destes. Esse, aquele, aquele outro foi revelado no culto; o demônio foi entrevistado (e falou a verdade?). São movimentos que fogem do padrão doutrinário bíblico, e se encaixam perfeitamente no que Jesus e os Apóstolos profetizaram sobre os últimos dias. Dias de engano, apostasia, dissimulações, falsas teologias, falsos milagres – mesmo que feitos em nome de Jesus (Mt. 7:15,21-23; 24:4,5,11; 1 Tm. 4:1; 2 Tm. 3:1-9; 2 Pe. 2:1-3,14).
A igreja popular está tomada de pregação e cânticos antropocêntricos. Muitas pregações (sem alicerce bíblico) dizem que o homem é um deus. Estas aberrações estão multiplicando-se, lamento que são poucos que se dão conta desta semeadura maligna, pois pouco se importam em examinar se as coisas são mesmo assim (At. 17:11; Gl. 1:7,8); já que tudo vem de ‘grandes pregadores’ e ‘teólogos renomados’.
É tempo de acordar para o que a Palavra nos diz sobre os dias de hoje.
Na verdade, a Palavra, nos fala de acontecimentos totalmente contrários ao tão badalado evangelho popular, pregado pela igreja popular:

Um evangelho decadente em nome da popularidade da igreja.
Tenhamos cuidado!
s

Em Cristo, O Maior
Adriano Wink Fernandes

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FALSOS PROFETAS EXISTEM. ACREDITE!

Estamos vivendo o tempo em que "haverá também falsos mestres", é o tempo propício para a disseminação das mais diversas teorias, teologias, ensinos, doutrinas e misticismos religiosos, ou seja, tempo em que se "introduzirão encobertamente heresias destruidoras" (2 Pe. 2:1).
No meio religioso, o que mais se tem visto são variadas inovações, e de forma quase indelével, o surgimento de teologias baseadas unicamente em experiências que ‘dão certo’: apareceu no monte, eu vi, veio de Israel, é óleo da oliveira, é água do rio Jordão, é copo d'água ungido, é ato profético, etc. Em tudo isso não se busca o verdadeiro e irrefutável respaldo na Palavra de Deus – o ‘profeta’, o ‘bispo’, o ‘apóstolo’, falou, é verdade!
Isso se dá em qualquer ‘linha’: desde os tradicionais até os pentecostais. Esse último, no entanto, parece ser mais perigoso, e isso devido ao uso exagerado, inequívoco, e irresponsável dos Dons do Espírito Santo.
É salutar que se examine todas as coisas (Jo. 7:24; At. 17:11; Hb. 5:12-14; 1 Jo. 4:1) e que também seja mantida sempre a vigilância, prudência e uma humilde atitude de oração e dependência diante de Deus (Ef. 6:18; 1 Pe. 4:7) – ao contrário é facílimo ser presa dos diversos ‘apóstolos, profetas, missionários, bispos’ – fora os ministérios femininos: ‘bispas, apóstolas, pastoras’ – espalhados pelo nosso vasto território brasileiro, e claro, ainda se soma os que vem de fora com o intuito de confirmar as teologias, inovações e modismos.
Antes de sair cegamente para ouvir qualquer um que seja anunciado como um ‘grande homem de Deus’ ou uma ‘grande mulher de Deus’, e que é provado sua santidade e consagração através do que tem em termos econômicos, é melhor olhar para a inerrante Palavra de Deus. Se você não consegue julgar todas as coisas com base na Palavra, temo que já tenha sido engodado pela isca do engano destes últimos dias.
Precisamos entender que o verdadeiro Evangelho não pode ser corroborado pelo que se vê fisicamente, ou seja: grandes multidões, prosperidade financeira, milhares de pessoas em ‘passeatas para Jesus’, homens de renome internacional, mega eventos dito evangélicos, cura, milagres, prodígios, avião, carros de luxo, mega templos, etc., jamais estas servem como termômetro para se dizer que estamos num grande reavivamento, num tempo ímpar de colheita para Jesus, no ano da restauração, ou qualquer outro jargão do gênero (veja Jo. 6:60,66; 2 Ts. 2:9,10).
A Bíblia nos adverte de um tempo de engano, e de mestres hábeis para engodar, enganar e levar muitos atrás de bênçãos, porém, sem mostrar-lhes alvo algum.
- Jesus advertiu de falsos profetas: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vem até vós disfarçados de ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores [...] nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará nos reino dos céus [...] Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci! Aparatai-vos de mim, vós que praticai a iniquidade!" (Mt. 7:1521-23 – grifo meu). Veja que Jesus não nega que eles tenham feito alguma coisa, mas diz-lhes: nunca vos conheci!
- Os discípulos pediram orientação ao Mestre sobre “[...] que sinal haverá da tua vinda e do fim dos tempos” (Mt. 24:3), e Jesus categoricamente lhes diz: “[...] acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos [...] surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” (Mt. 24:5,11). Veja a advertência: enganarão a muitos. Pergunto: alguém enganado conseguirá entrar pela Porta?
- Aos colossenses, Paulo traz uma rica advertência: “Digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas (Cl. 2:4 – grifo meu).
- Aos tessalonicenses, Paulo lhes exorta a não se afastarem da essência da Verdade “[...] quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós [...]” (2 Ts. 2:2 – grifo meu).
- Escrevendo a Timóteo, Paulo traz profundas e irrefutáveis advertências com relação aos últimos dias: tempo de apostasia da fé, espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1 Tm. 4:1ss); homens que se desviam da fé e pervertem a fé de muitos (2 Tm. 2:17-18); tempos difíceis, homens que resistem à Verdade Suprema (2 Tm. 3); Paulo também fala de que muitos seriam levados pelos seus próprios desejos, desejando ouvir somente o que lhes faz bem ao ego, e pior, “se recusarão a dar ouvidos à verdade” (2 Tm. 4:1-5). O falso evangelho tem triunfado por haver um povo ávido, sôfrego, atrás dos falsos profetas e falsos mestres. Um povo assim não acha tempo para examinar, checar todas as coisas com a Palavra da Verdade (Jo. 5:39; At. 17:11).
- Pedro adverte que existem falsos mestres, falsos profetas. Estes são defensores e propagadores de heresias destruidoras. Mas é importante notar que eles prosperam porque tem seguidores, por mais que estejam fazendo negócio (negócio mesmo: financeiro, econômico, pois são seguidores de Balaão), usando de palavras fingidas (2 Pe. 2:1ss) – fico estupefato, que mesmo que a Palavra fale claramente sobre estes, ainda há multidões e multidões seguindo-os e sustentando a suas ambições e desejos irrefreáveis (2 Pe. 2:14). Em Ezequiel lemos que os falsos profetas mentiam, enganvam, faziam negócios tirando proveito do povo "mentindo assim ao meu povo que escuta mentiras" (Ez. 13:19 cf 2 Tm. 4:3,4).
- Os falsos mestres e falsos profetas são sutis e ardilosos em suas práticas e teologias. Judas adverte que eles são dissimuladores, ímpios, pervertem a graça de Deus; são levados pelo erro de Balaão (amou a recompensa, o dinheiro fácil, a riqueza. Era avarento, dissimulado). Judas usa a palavra mancha para qualificá-los (Jd. 11,12): mancha é σπιλάδες e tem o significado de "uma rocha lavada pelo mar, um recife (oculto), simbolicamente perigo, ameaça". Eis aí o grande perigo, pois a doutrina do erro é sutil; o maior perigo é a as meias-verdades que estão sendo ensinadas. Temos hoje o evangelho gospel; o evangelho do tudo-pode; o evangelho do vem-como-está e fique-como-quiser; o evangelho do ato profético; o evangelho do determinar; etc.
A Palavra mostra que esses falsos mestres e falsos profetas não é gente que não tenha conhecimento. Mas são conhecedores da Palavra, são mestres, conhecem psicologia, filosofia e outras ciências; sabem lidar com as massas (o povo), porém são falsos profetas e falsos mestres. Muitos usam o nome de verdadeiros servos de Deus, mas nada tem com esses, e nem com a Palavra (2 Ts. 2:2).
Os tempos são difíceis, mas se olharmos para a Palavra, como exortou Judas “Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos Apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo (Jd. 20), certamente escaparemos do engodo, das iscas teológicas que são verdadeiros venenos, e caminharemos perseverantes para o alvo (Fp. 3:12-21).
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Em Cristo,
AWF

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CASAMENTO ESTÁVEL FAZ BEM PARA A SAÚDE

Washington, 27 jul (EFE) - O casamento estável e de longa duração pode ser bom para a saúde, mas o divórcio e a viuvez deixam uma cicatriz perdurável nas pessoas de meia idade ou idosas, afirma um estudo que será publicado na revista “Journal of Health and Social Behavior”. Leia aqui e aqui, no blog: E Agora, Como Viveremos?
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terça-feira, 28 de julho de 2009

PREVISÃO DA REVISTA AMERICANA TIME

Pesquisando em minha biblioteca, achei no livro As sete Igrejas do Apocalipse - o alerta final de Cristo para o seu povo, de Steven J. Lawson - CPAD, página 111-112, o que passo a transcrever abaixo. Para os que não dão crédito à Bíblia, talvez 'ouçam' melhor o que a Time diz (os grifos em negrito são meus).
LEIA, PENSE E ANALISE VOCÊ MESMO, À LUZ DA BÍBLIA, O PÓS-MODERNISMO QUE ESTAMOS VIVENDO.
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A edição especial Time, intitulada "Além do Ano 2000 - O que esperar do próximo milênio", dá-nos uma amostra do futuro. Os editores da revista americana projetaram-se no futuro, e a visão não foi das melhores.

Como será o mundo no ano 2000? Ainda nos pareceremos com uma sociedade? Qual será o nosso estilo de vida?

A família morrerá, predisseram. Será nada mais que uma anomalia. Casamentos serão substituídos por monogamias sucessivas. Por ser tão comum, o divórcio será tido como normal. Alguns contratos de casamento terão cláusulas firmando o término automático da união em data previamente marcada.

Os casamentos entre as lésbicas tornar-se-ão mais corriqueiros.

As crianças serão obrigadas a viver com uma complexa disposição de parentes: mães, pais, múltiplas madrastas, padrastos, meios-irmãos, avós, etc. Quanto ao incesto, seu tabu enfraquecerá. A família dilacerada consistirá de parentes, não-parentes e ex-parentes. As intimidades antes proibidas, hão de ser totalmente liberadas.

O controle da natalidade e o planejamento familiar aumentarão. Haverá mais idosos e menos jovens como nunca antes. As crianças, rotineiramente vitimadas, peregrinarão de casa em casa, uma vez que as famílias desfazem-se e constituem-se noutras sucessivamente. Garotos e garotas perambularão pelas ruas, como nas grandes cidades brasileiras. Como se não bastasse, pederastas induzirão as crianças ao sexo sob o pretesto da educação sexual.

Os estudos teológicos logo acabarão. Os estudantes de amanhã não terão conhecimento, nem interesse acerca de Deus e da Bíblia. O triunfo da religião feminista levará as pessoas a deixar de se referirem a Deus como Senhor ou Pai Celeste. Pois os pronomes femininos substituirão os masculinos no tratamento ao Todo-Poderoso.

À semelhança da China, o aborto será patrocinado pelos governos das nações com índices populacionais explosivos. Pat Schroeder prevê: "O ideal para o século XXI é o planejamento para todos".

Assim será o futuro segundo os sociólogos. Não é uma descrição bonita. Mas é este o mundo em que viveremos, diz a Time.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

O ESPÍRITO SANTO E A PALAVRA

O ESPIRITO SANTO
1.
É O ESPÍRITO SANTO QUE CONVENCE DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO
“Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo. 16:8 cf. Ap. 22:17).
“Em relação ao mundo, o Espírito Santo convence do Cristo crucificado (pecado contra Cristo); do Cristo glorificado (justiça de Cristo); e do Cristo que virá outra vez (juízo por Cristo)” (Almeida, 1992, p. 90).
a. Somos lavados e regenerados por obra do Espírito Santo em nós (Tt. 3:5; 1 Co. 6:11). Isto Ele faz por meio do sangue de Jesus que nos regenera: “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito Eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, justificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo” (Hb. 9:14; 1 Jo. 1:7); nos santifica: “em santificação do Espírito, para obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pe. 1:2) – somos santificados pelo Espírito Santo, o sangue e a Palavra (Jo. 17:17).
b. O início da jornada de qualquer Cristão se dá pelo Espírito Santo: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre [...] habita convosco, e estará em vós” (Jo. 14:16, 17 – grifo meu. Ver Gl. 3:3; Ef. 1:13).
Enquanto Jesus estava na terra, Ele orientava, ensinava, consolava, confortava. Estava junto dos Seus discípulos. No tempo chamado Hoje, é o Espírito Santo que está junto. Não existe outra força – força cósmica, força interior – pensamento positivo ou atitude mental positiva (AMP), alguma energia fluindo, ou qualquer outra coisa que veio para nos ajudar. Jesus rogou, e o Pai enviou o Espírito Santo, unicamente Ele. Há um movimento sutil e ardiloso, inclusive com muita ênfase no meio evangélico, para o homem reconhecer o seu valor, ver suas possibilidades, buscar toda sua capacidade mental. Podemos ver isto em muitas pregações e canções (não hinos) que exaltam o eu, falam do eu, dizem que eu sou merecedor, e por aí vai. Até parecem bíblicas, mas numa análise mais cuidadosa veremos que é puro antropocentrismo.
c. O cristão deve fazer o que o Espírito Santo faz, isto é:
Glorificar a Cristo (Jo. 16:14);
Testificar (dar testemunho) de Cristo (Jo. 15:26,27);
Anunciar o que Ele recebe de Cristo (Jo. 16:14);
O Espírito Santo não dá lucro, ou louvor para outro, unicamente para Cristo. O Espírito Santo aponta constantemente para Cristo. Movimento carismático que exalta a mariolatria ou idolatria, não provém do Espírito. É movimento estranho. É confusão. São “espíritos enganadores” (1 Tm. 4:1 cf. Mt. 24:5,11). Nesse tempo em que louvores e graças estão sendo dirigidos a ‘grandes homens’, ‘grandes pastores’, a estrelas do mundo gospel, está, mais do que na hora, de revermos o que a palavra de Deus diz (2 Co. 11:3). Correr atrás destes ‘grandes’ também não convém.
2. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS ENSINA TODAS AS COISAS
“Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo. 14:26).
O Espírito Santo é o Mestre por excelência no tempo chamado Hoje. No versículo acima temos pelo menos duas coisas que o Espírito veio fazer: ensinar e lembrar. Mas como se dará isso? Na mesma forma como se deu no ministério de Jesus. Jesus ensinava, mas os discípulos se interessavam pelo ensino, questionavam, perguntavam. Vejamos:
A. Jesus instruía os discípulos e ensinava às multidões (Mt. 11:1; 13:1-3, 54);
B. Os discípulos questionavam a Jesus (Mt. 13:10;36; 18:1,21; 19:27; 24:3; At. 1:3,9).
O Espírito Santo ensina, mas é necessário desejar ser ensinado por Ele. A Palavra foi escrita por inspiração do Espírito Santo sobre os que a escreveram (2 Pe. 1:20-21). Somos ensinados pelo Espírito:
C. Desejando o puro leite espiritual (1 Pe. 2:2; Sl. 42:1; 119:31, 72);
D. Examinando as Escrituras (Jo. 5:39);
E. Examinando, à luz da Palavra, se todas as coisas que ouvimos (e vimos) estão em conformidade com a Palavra (At. 17:11);
F. Reconhecendo a Palavra do Senhor como verdadeira e justa (Sl. 19:10);
G. Observando continuamente a Palavra (Sl. 119:44);
H. Sendo diligente com as coisas espirituais (2 Pe. 1:5a);
I. Através dos servos os quais Ele colocou para esse fim na igreja (Ef. 4:11; Rm. 12:7; 1 Co. 12:28; 2 Tm. 4:1,2; Tt. 1:5);
J. Aquele que lê e examina a Palavra não tem necessidade de ouvir falsos mestres (1 Jo. 2:19,20,26,27).
É digno de repreensão quem negligencia o estudo e ensino da Palavra (Hb. 5:12);
Muitos gostam de culto de poder; culto da vitória, da restituição, do milagre; mas não gostam da Escola Dominical, do ensino. São crentes que estão em perigo, pois são levados por qualquer vento de doutrina. Não se firmam. Qualquer inovação que aparece tomam como bíblica. Os de Tessalônica, que também eram excelentes, correram esse perigo (At. 17:11; 2 Ts. 2:1,2,3a).
3. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS AJUDA A ORAR COMO CONVÉM
Paulo ao escrever sobre as aflições do tempo presente e a glória futura faz referência ao Espírito Santo. Fala da nossa fraqueza, mas da ajuda que o Espírito Santo nos dá (Rm. 8:26); e que o Espírito Santo que ora segundo a vontade de Deus (Rm. 8:27). O Apóstolo João falou que temos Jesus como intercessor junto ao Pai (1 Jo. 2:1-2); Paulo revela que temos um intercessor junto de nós, isto é, no nosso coração, que nos ajuda em nossas fraquezas. A ação do Espírito Santo é tão profunda, que Paulo disse que “Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis”, isto fala de um suspiro sem palavras.
4. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS LEVA A PERFEIÇÃO EM CRISTO
Aos Filipenses Paulo disse que somos aperfeiçoados em Cristo. Como se dá isso? Pela ação do Espírito Santo. Sabemos que começamos no Espírito (Jo. 14:16, 17; Gl. 3:3; Ef. 1:13), e é o mesmo Espírito que nos aperfeiçoa – “irá levar até o fim, e completar finalmente” (Fp. 1:6), que dá continuidade à obra. Isto se dará até o dia de Cristo, ou seja, da Sua vinda. Em Efésios lemos que “Cristo amou a Igreja [...] para a santificar [...] a fim de apresentá-la a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef. 5:25-27). Isto é obra do Espírito Santo, pois Ele nos santifica, e é Ele que levará a Igreja ao encontro de Cristo nos ares.
5. É O ESPÍRITO SANTO QUE DÁ DONS PARA O SERVIÇO
O Espírito Santo é soberano na distribuição dos dons aos crentes. Paulo escrevendo sobre isto diz: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada como quer” (1 Co. 12:11 cf. Hb. 2:4). Esta soberania do Espírito refere-se a todos os dons (1 Co. 12:8-10; 28-30). A soberania do Espírito Santo nos leva a entender que devemos estar sob Sua autoridade, submissos segundo a Sua vontade. Os dons jamais farão parte da nossa natureza, mas estarão sempre atrelados ao agir do Espírito Santo em nós.
Os dons são dados para conduzir a Igreja, para seguirmos a verdade em unidade; para crescimento, fé, conhecimento, perfeição, maturidade (1 Co. 12:13,14,18,27-31; Ef. 4:12-16).
5.1. É o Espírito Santo que nos dá autoridade e poder
Cultos pentecostais’ do reteté, canela de fogo, entre outros não são bíblicos, pois não tem Palavra, pregação cristocêntrica ou doutrinária. São movimentos cheios de barulho, mas vazios de conteúdo bíblico! Tome muito cuidado de pregadores que exaltam experiências e testemunhos, mas não usam a Bíblia, não pregam a palavra.

No dia de Pentecoste houve grande efusão do Espírito sobre os presentes, mas chegou um momento que Pedro disse: “[...] escutai as minhas palavras” (At. 2:14 – grifo meu), e pregou a Palavra: “Mas isto é o que foi dito pelo Profeta Joel” (At. 2:16). Foi um culto totalmente decente e com ordem (1 Co. 14:40 cf. 14:23).
Autoridade (ἐξουσίαν): sai da natureza essencial da pessoa (no caso Deus); o direito de ser obedecido.
- Em Atos 17:2,3 Paulo expõe com autoridade a respeito do Cristo;
- Em Mateus 11:27 Jesus fala que recebeu autoridade (diretamente) do Pai;
- Em 1 Coríntios 15:24-28 Paulo fala que um dia todo poder, autoridade e domínio cósmicos estarão sob a autoridade suprema de Cristo, que os entregará ao Pai.
Poder: é capacitação para usar os dons.
Jesus tinha sobre Si o poder do Espírito Santo para o desempenho ministerial (Lc. 4:18); neste mesmo poder Jesus enviou os discípulos (Mt. 10:1; Lc. 10:1); à Grande Comissão foi dada este poder (Mt. 28:18-20; Mc. 16:15-20); a Igreja foi inaugurada com este poder e foi cheia de autoridade (At. 1:8); Paulo esteve entre o coríntios no poder do Espírito Santo (1 Co. 2:4-5; 2 Co. 10:4-6). Esse poder não é somente para demonstrações sobrenaturais, mas também para suportar as aflições e agruras ministeriais (2 Tm. 1:6-8); Timóteo devia se fortificar (capacitar, dar poder, fortificar) para, como soldado, suportar as aflições (2 Tm. 2:1-4 cf. Ef. 6:10ss).
Para muitos, hoje, poder e autoridade está diretamente e necessariamente ligado a movimentos, pulos e algo do gênero (muitos dizem que o culto foi de fogo, o pregador era canela de fogo, etc...) – mesmo que algumas destas práticas estejam em confronto com a Bíblia, ou que não haja uma pregação bíblica no culto –. Alegam que tem que haver, visivelmente, algum tipo de manifestação que gere algum tipo de movimento. Porém, biblicamente, poder e autoridade não significam isso.
Jesus pregava e ensinava com poder e autoridade, mas nem sempre havia manifestações de prodígios e maravilhas (Mt. 5:2; 7:28-29; 13:36; Mc. 4:1-2). Apolo era poderoso em palavras (ousado, isto é, falar livremente, abertamente, destemidamente), mesmo sem ter recebido o batismo no Espírito Santo (At. 17:24-26); Paulo pregava e ensinava com poder e autoridade, mas sem, necessariamente, haver essas aclamadas manifestações (At. 20:7-9; 2 Co. 10:4-7); a Tito Paulo exortou que ensinasse a sã doutrina (Tt. 2:1; ver 1:5). Porém não podemos ignorar que no ministério, tanto de Cristo como dos Apóstolos, houve milagres, prodígios e maravilhas, mas sempre acompanhados do ensino e pregação da Palavra. O Espírito Santo opera com decência, ordem, clareza (1 Co. 14)
Enganam-se os que pensam que poder e autoridade estão diretamente ligados a todo e qualquer movimento. Por causa disso, existem muitos movimentos e práticas estranhas no meio pentecostal nos dias de hoje, baseados em experiências sem apoio bíblico. Tenhamos cuidado!
O Fruto do Espírito
O Fruto do Espírito deve fazer parte do caráter do cristão. Enquanto as obras da carne nos levam à vanglória e à cobiça (Gl. 5:26), o Fruto do Espírito nos conduz pelo caminho da humildade (Gl. 6:1,2). Devemos ter em mente que o fruto é do Espírito, isto é, não está em nossa natureza, “não cresce naturalmente do solo da nossa carne humana” (Horton). Deve ser diligentemente buscado (2 Pe. 1:5-7); ao contrário estaremos infrutíferos e cegos (2 Pe. 1:8-10). Enquanto o dom do Espírito Santo é visto só quando manifestado por Ele em nós, o Fruto é visto por todos, inclusive por nós (Mt. 12;33). Podemos ser cheios de dons espirituais, mas se negligenciarmos em viver e andar no Espírito, achando que os dons mostram e atestam nossa santidade, estaremos caindo em grande erro e corremos o perigo de sermos reprovados.
A PALAVRA
A Palavra escrita revela-nos Deus de uma forma que não podemos negar o que ela nos diz a respeito do Deus trino. O Salmista disse que “os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento proclama as obras das Suas mãos”, mas também disse “que a lei do Senhor é perfeita... o testemunho do Senhor é fiel... os preceitos do Senhor são retos... o mandamento do Senhor é puro... as ordenanças do Senhor são verdadeiras” (Sl. 19).
Abraão e Isaque conheceram a Deus como Todo-Poderoso; mas a Moisés Deus se revelou como Senhor, ou seja, o Deus do concerto e da redenção (Ex. 6:3). Mais tarde disse Deus a Moisés “... escreve estas palavras, pois conforme o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel” (Ex. 34:27). O Senhor, além de cumprir as promessas por meio de Moisés com a nação de Israel, desejou deixar escrito. O teor da escritura era de aliança, concerto, para sempre.
O Salmista disse que o Senhor julgará os povos com verdade e com equidade (Sl. 96:13; 98:9); com justiça (At. 17:31; 1 Pe. 2:23); segundo o Evangelho (Rm. 2:16 cf. 2 Tm. 4:1-2; 1 Pe. 4:5-6). Como saberemos sobre a verdade, equidade, justiça, evangelho do Senhor? Através da Sua Palavra. Aos que rejeitam a verdade, Deus envia a operação do erro para que sejam julgados. Também a operação do erro está revelada na Palavra, pois esta é a rejeição deliberada da Verdade (1 Ts. 2:10-11); o julgamento final se dará pelo que está escrito no livro da vida (Ap. 20:12-13).
1. É por meio da Palavra que conhecemos o Evangelho de Cristo
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm. 10:17;). A fé (crer) para salvação vem através da Palavra (veja 1 Ts. 2:13; Tt. 1:3; Hb. 4:2). O pecador “vê a si mesmo” ao ouvir a Palavra (Ez. 33:1,2a; 1 Tm. 1:15); João Batista pregou e mensagem do arrependimento (Lc. 3:3); Pedro escreveu que fomos “regenerados pela [incorruptível] Palavra“ (1 Pe. 1:22-23); Tiago escreveu que a “Palavra... em vós implantada... é poderosa para salvar” (Tg. 1:21); a “Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb. 4:12); a Palavra aponta para a cruz (1 Co. 1:17-18).
2. É por meio da Palavra que somos edificados
A. Jesus compara o que ouve e pratica a Palavra ao sábio construtor, pois edifica a casa após cavar, abrir bem fundo, lançar os alicerces sobre a rocha. Isto fala de trabalho árduo, estudo e meios para edificar corretamente, investimento. O Cristão edifica sua casa (οἰκο) espiritual (1 Pe. 2:5) sobre a Rocha, e esta Rocha é Cristo.
B. Judas disse que devemos nos edificar sobre a santíssima fé (Jd. 20); está fé está alicerçada na Palavra. No verso 17 ele diz: “lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos Apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo”.
C. A exortação de Pedro é para que desejemos o puro leite espiritual (1 Pe. 2:2-5 cf. Sl. 119:37,66):
- Desejar tem o sentido de “um desejo intenso, ansiar” (veja Sl. 42:1; Sl. 119:59);
- Puro significa “puro, sem adulteração, inalterado” (ver Sl. 119:72 cf. Gl. 1:12; 1 Co. 2: 4-5; 3:2a);
- Espiritual é “aquilo que pertence à palavra” (veja 1 Pe. 1:22-23). (Em Rm. 12:1 essa palavra é traduzida por racional).
Ele segue dizendo que somos edificados “como... para... a fim de”. A raiz de edificar é οἰκο que é casa, lar – fala de início, princípio, começo. Aí cabe perguntarmos: como se edifica uma casa? Ou como se inicia a edificação de uma casa? Ou, ainda, como se edifica um lar?
D. Pedro amplia, ainda mais, o pensamento da edificação e crescimento espiritual com a recomendação: “empregando toda a diligência, acrescentai...” (2 Pe. 1:5):
- Diligência dá a idéia de: pressa, velocidade (foi pedida apressadamente a cabeça de João Batista [Mc. 6:25], e Maria foi apressada às montanhas de Judá); esforço, entusiasmo, diligência, zelo (“o que exerce misericórdia [zelo]” Rm. 12:8; ser fervoroso [Rm. 12:11]; zelo [2 Co. 7:11; 8:7ss]; em Hebreus zelo é o mesmo que cuidado, aplicação: “mostre o mesmo zelo até o fim” [Hb. 6:11]; diligência [Jd. 3]; devoção, [grande] cuidado [2 Co. 7:12]; solicitude [2 Co. 8:16]). O Salmista disse: “Apressar-me-ei, e não me deterei, a observar os Teus mandamentos” (Sl. 119:60).
E. É por meio da Palavra que nos tornamos: “mais sábios... mais prudente” e com “mais entendimento” (Sl. 119:98-100).

Que Deus vos abençõe em Cristo,
Adriano Wink Fernandes