segunda-feira, 18 de maio de 2009

VOCÊ PRECISA CRER (2)

A Teologia na parábola do Filho Pródigo
Veja Você precisa crer (1)
Jesus veio ao mundo trazendo salvação em virtude da queda do homem (João 3:16; Mateus 1:21; 9:12; Romanos. 3:23); o homem, arrependido, aceita a Jesus como Salvador, e passa a viver uma nova vida, isto é, não é mais somente alvo da santificação em Cristo, mas passa a ser o objeto da santificação pelo viver no Espírito (2ª Coríntios 5:17; Hebreus 12:14; Gálatas. 5:16).
falamos sobre a queda do filho pródigo, a sua saída deliberada da casa do pai em direção aos prazeres efêmeros do mundo. Foi uma atitude tomada no coração. As conseqüências da queda foram profundas na vida deste moço, pois o pecado leva ao afastamento de Deus no mais profundo do ser humano, ele altera todo pensar e o fazer, todos os aspectos da natureza humana são afetados pela queda. Ele experimentou a plena liberdade e paz na casa do pai, porém saiu em direção a mais profunda miséria espiritual, emocional, ética, psicológica, física e material, por causa da rebeldia em direção ao pecado. Na verdade, o retrato deste moço é a imagem de cada um de nós, “pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos. 3:23). Os degraus pelos quais passou e a queda que teve, mostram claramente o caminho da queda do homem.
Ao enamorar-se pelo pecado tudo parece belo, inspira liberdade, porém a realidade só é mostrada quando se dá o verdadeiro relacionamento (Gênesis 3:5-9). Segundo Tiago, o pecado é filho da concupiscência que por sua vez gera morte espiritual, jamais a vida (Tiago. 1:15) – o pecado jamais gerou vida, e infelizmente hoje o mundo está querendo a vida e a liberdade através do pecado. Acã só viu a dimensão da sua atitude pecaminosa quando Josué, na direção do Espírito, denunciou o pecado e mostrou o juízo que viria sobre quem o praticou; antes disso o pecado reluzia ouro (Josué capítulo 7).
Se a parábola terminasse aqui estaria incompleta. Não mostraria o caminho da redenção, o meio pelo qual o homem pudesse ser redimido da sua condição pecaminosa. A resposta de Jesus aos fariseus e escribas seria pela metade ou nem isso. No entanto o relato segue e Jesus aponta para o Caminho da redenção, da festa, do júbilo, da reconciliação. E vai além, apontando para o viver cristão. É nesse ponto que entraremos agora.
1. ARREPENDIMENTO
A Salvação foi oferecida por Deus em Cristo para toda a raça humana (João 3:16), é pela graça; é a prova de que temos um alto valor para o Criador, aliás, este valor é visto nas três parábolas. Deus jamais daria seu Filho – Unigênito – para restaurar algo sem valor. Nancy Pearcey diz: “na realidade, é só porque os seres humanos têm este tremendo valor que o pecado é tão trágico. Para início de conversa, se não tivéssemos valor, a queda teria sido uma ocorrência trivial” (simples).
A promessa de redenção registrada em Gênesis 3:15 foi cumprida por Deus – Ele já mostrou e provou a Sua fidelidade independente da nossa condição (Romanos 5:8; João 19:30). O passo que deve ser dado agora é o do pecador: ou aceita, ou rejeita (João 1:12-13; 3:18). O convite é feito através da Palavra anunciada, que, se dado crédito a esta Palavra, ela tem poder de gerar, no coração, a fé para a Salvação em Cristo por obra do Espírito Santo (Romanos 10:17; João 16:8-11).
a) O arrependimento e a confissão estão interligados. O filho pródigo reconheceu seu estado espiritualmente miserável, levantou-se, isto é, tomou uma atitude e confessou seu pecado diante do Pai (Lucas 15:18,21; veja Salmo 32:5; Provérbios 28:13; Romanos 10;9; 1ª João 2:23). O arrependimento ‘gera’ ternura e amor no coração do Pai, pois Ele se deleita na contrição do pecador, isto é, no arrependimento das culpas e pecados (Lucas. 15:20; Salmos 51:17; Isaías 57:15; 66:2). A posição tomada pelo filho foi algo do coração, a sua atitude mostrou o seu arrependimento: ele voltou humilde, disposto a mudar de atitudes, de pensamentos, achando-se (literalmente) indigno de ser recebido como filho (Lucas 15:19); mostrou-se triste por causa do pecado e correu em busca da solução – a Salvação.
b) O arrependimento conduz à Salvação em Cristo, que por sua vez traz benefícios nunca esperados pelo pecador arrependido. O filho pródigo, quando voltou, o máximo que queria, era ser como um trabalhador comum, não desejou nem sequer a posição de filho. No entanto, o Pai, amorosamente lhe deu todos os benefícios de filho. Deus jamais identifica o pecador arrependido como os demais, os Seus filhos Ele os destaca, lhes dá poder para serem filhos de Deus pelo sangue de Cristo Jesus (João 1:12); novas roupas (Gálatas 3:27; Efésios 4:24), calçados (Efésios 6:15), autoridade (Atos 1:8) – todas estas coisas ele perdera por ter voltado-se para o pecado, o inimigo havia lhe roubado e destruído (João 10:10; veja 1ª João 3:8) –; e por fim o banquete da celebração (Lucas 15:7,10,23), é o banquete da alegria pelo retorno do pecador arrependido, é a satisfação que Cristo sente pela obra salvífica, significa que a obra da cruz não foi em vão (Isaías 53:11).
Nancy Pearcey em seu livro Verdade Absoluta (CPAD) descreve o valor do homem nos termos do eterno querer de Deus em nos restaurar ao que originalmente éramos, isto é, antes de pecarmos: a imagem de Deus. Deus jamais se interessaria por algo sem valor, ignóbil. Você já deu tudo ou parte do que tem, seja em dinheiro ou em termos emocionais, por algo sem valor? Deus, para nos salvar, deu o Seu melhor, Ele não olhou para a nossa condição caída, sem valor, destroçados pelo pecado; ao contrário, na atitude receptiva, como da parábola, vemos que Deus espera diuturnamente pela nossa volta, arrependidos. O pecado destroçou o filho, lhe arranhou a imagem paterna, mas mesmo assim o pai o esperou, e esperou até que retornasse e assim restaurou tudo: as emoções que o filho extraviou, as riquezas que ele negociou com o pecado, a imagem deformada pela desobediência. O pai jamais cobrou do filho ou lhe disse que ele nada valia e que o prejuízo era irreparável, jamais! O pai lhe perdoou antes de ele confessar, o perdão não imputa dívida, nada cobra, o perdão de Deus restaura pelo amor através da cruz (2ª Coríntios 5:19; Colossenses 1:20-22).
c) Há três elementos que compõem o arrependimento: o elemento intelectual, o elemento emocional e o elemento pático. Vejamos:
c1) O filho pródigo ‘caiu em si’: ao chegar a esta conclusão revela-se o entendimento de que reconhecera estar no caminho errado, sua consciência lhe mostra que algo estava errado. É o reconhecimento intelectual de que ele estava no caminho errado. Compreendeu que – somente – na casa do pai há abundância de pão – vida (Lucas 15:17; João 10:10), e para isso precisava tomar a decisão de retornar; ele não estava morto fisicamente, mas sim, espiritualmente. O seu estado espiritual era miserável – por causa do pecado, chegou ao ponto mais baixo na convivência com o pecado. Experimentou a deploração, o abandono, a solidão; andar descalço fez lembrar-se do conforto da casa de seu pai. O que vemos é totalmente oposto à atraente liberdade dos degraus da queda pelos quais passou. Ao cair em si, o filho pródigo começa a caminhar pelo degrau do arrependimento. A Bíblia diz: “Hoje, se ouvirdes a sua voz”, ouvimos com os ouvidos, ouvimos a sua voz quando a Palavra é pregada; quando ouvimos somos levados a pensar no que ouvimos. O tempo em que ouvimos é Hoje, que é o tempo de decisão.
c2) Em seguida ele diz ‘levantar-me-ei, e irei’: Algo mexe profundamente em seus sentimentos, ele perturba-se; é o aspecto emocional do arrependimento, ele sente tristeza por ter ofendido a Deus (Pai). Paulo define como “a tristeza segundo Deus [que] opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar [...]” (2ª Coríntios 7:10). No Evangelho de Lucas 18:18 até 23, temos um exemplo disso. Um jovem se aproxima de Jesus e lhe questiona algumas coisas concernentes à Salvação; ao receber as respostas de Jesus, e por fim um conselho para tirar o seu coração das riquezas que lhe prendiam, diz “Mas, ouvindo ele isto, encheu-se de tristeza”. A Palavra sempre provoca uma reação dentro do homem, porém, a decisão é livre e pessoal (João 12:48; Atos 4:11; Hebreus 12:25).
c3) E por fim “levantando-se, foi para seu pai”: É o elemento prático do arrependimento. Dá “meia volta... volver”, e começa a caminhar em direção à reconciliação, se propõe a mudar de vida, de propósito, e volta-se para Deus, quer produzir frutos dignos de arrependimento (Mateus 3:8). Vemos também, de modo prático, isso na vida de Zaqueu (Lucas 19:1-10). Diz-nos o texto que ele “procurava ver quem era Jesus [...]”. Ele já tinha ouvido sobre a mensagem de Jesus, algo tinha mexido com ele, por fim ele teve a oportunidade de conhecer mesmo quem era Jesus, e por fim Jesus diz: “Hoje veio a salvação a esta casa”.
d) A atitude do filho pródigo, em retornar, demonstrou reconhecimento que somente na casa do Pai havia verdadeira vida (Lucas 15:17). Além de reconhecer, ele tomou resolutamente o caminho em direção ao arrependimento. O arrependimento é “voltar-se para longe de, ou em direção de” (Elias Ribas). Consiste no abandono do pecado, das atitudes ora praticadas, do modo de vida escolhido, da rebeldia deliberadamente aceita, dos desejos da carne, das concupiscências da velha natureza, da incredulidade com relação a Deus e Sua Palavra.
O arrependimento é tão importante que João Batista, o precursor de Cristo, trouxe a mensagem e o batismo do arrependimento: “Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2; Marcos 1:4; Lucas 3:3; veja Mateus 4:17); o texto bíblico nos mostra que é uma condição para entrada no reino dos céus, isso tem a ver com o participar das coisas de cima – do céu, tanto no viver como no pensar (Colossenses 3:1,2,3). Só entende as coisas do céu aquele que arrependeu-se dos seus pecados e entregou-se aos cuidados do Senhor.
Uma vez arrependido diante do Senhor, o homem passa a viver a vida como: justificado, regenerado, e santificado. É o que veremos a seguir.
2. JUSTIFICAÇÃO
Justificação é um termo judicial que lembra um tribunal. Deus, o Supremo Juiz, absolve o pecador das suas transgressões e o declara justo, isto é, justificado: em vez de receber a sentença de condenação, o homem recebe a sentença de absolvição. Desta forma, Deus, o ofendido, reconcilia consigo mesmo o homem, o ofensor.
A atitude do pai diante da confissão do filho é por demais admirável: “O filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho”; admira-me a resposta do pai ao filho: NENHUMA. O pai nada disse ao filho em palavras, mas demonstrou seu perdão em atitudes elevadas. E o versículo que mais me chama atenção é: “Pois este meu FILHO estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se”. A porta foi aberta por Deus. Vemos isso claramente nesta atitude do pai recebendo o filho pródigo: no momento em que o filho passou pela Porta, o passado se foi (2ª Coríntios 5:17). Não era necessário algum sermão exortativo e que fosse recheado de exemplos da vã maneira vivida pelo filho até então, mesclada com grande porte de moralidade para que o filho não viesse a errar novamente. Bradou o pai: ele REVIVEU! Foi ACHADO! Não havia nada mais importante a comemorar além da NOVA VIDA. Ninguém comemora a morte. Somente a vida é celebrada.
A justiça de Cristo, o Justo, é concedida ao ser humano, mediante a graça divina. Diz o texto bíblico: “Pois se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muitos mais os que recebem a abundância da graça, e o dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para a condenação, assim também por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens, para a justificação e vida. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos” (Romanos 5: 17 até 19).
3. REGENERAÇÃO
Enquanto a justificação nos lembra um tribunal, a regeneração nos lembra “uma cena familiar” (Myer Pearlman). A alma morta em transgressões e ofensas, precisa duma nova vida, sendo esta concedida por um ato divino de regeneração. A pessoa, por conseguinte, torna-se herdeira de Deus e membro de sua família.
Regeneração é "a grande mudança que Deus opera na alma quando a vivifica; quando Ele a levanta da morte do pecado para a vida de justiça" (João Wesley). Alguém disse que a religião de Jesus Cristo é "a única religião no mundo que declara tomar a natureza decaída do homem e regenerá-la, colocando-a em contato com a vida de Deus" (Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Myer Pearlman). Todas as demais religiões procuram reformar o caráter, isto é, você continua com o mesmo caráter, e através de ritos, penitências e auto-ajuda, vai tentando progredir.
Com O Evangelho é diferente, ele não reforma, mas ele transforma a vida do homem por completo, isto é, somos gerado de novo: de pecador para santo (literalmente). Isto porque o Seu fundador, que é CRISTO, ESTÁ VIVO; somente ELE pode salvar perfeitamente (Hebreus 7:25). Leia os textos de Efésios 4: 25,28; Tiago 3:14; Colossenses 3:1 até 17; Filipenses 4:8.
Não existe nenhuma analogia entre a religião cristã, e, digamos, o Budismo ou a religião maometana. De maneira nenhuma se pode dizer: "quem tem Buda tem a vida". (Vide 1 João 5:12.) Buda pode ter algo em relação à moralidade. Pode estimular, causar impressão, ensinar, e guiar, mas nenhum elemento novo foi acrescido às almas que professam o Budismo. Tais religiões podem ser produtos do homem natural e moral. Mas o Cristianismo declara-se ser muito mais. Além das coisas de ordem natural e moral, o homem desfruta algo mais na Pessoa de Alguém mais, Jesus Cristo.
O filho pródigo chegou à casa do pai literalmente sem nada, tudo o que ele tinha era inaproveitável: as roupas, os calçados, o caráter. Mas o pai amorosamente lhe deu tudo novo, ele foi regenerado. O pai não costurou as peças de roupas, não levou o calçado para concerto, não lhe deu conselhos de positivismo para que viesse mudar seu pensamento, não fez nada disso. Tudo o que o filho pródigo ganhou no retorno à casa do Pai foi do melhor: a túnica era nova e a melhor, o anel, que representava uma nova aliança com o pai, era de ouro, o calçado era novo e o melhor, e o bezerro era cevado. Vemos a bondade do Pai em dar sempre o melhor para Seus filhos, essa atitude faz parte do caráter de Deus-Pai (Êxodo 3:8; Mateus 19:29; Lucas 11:13; 18:7). Antes, no pecado, como filho pródigo, éramos inimigos de Deus e servos do Diabo; agora, feitos justo, pela justiça de Cristo que foi concedida, ele nos torna membro da família divina, adotados como filho de Deus (João 1:12).
A chegada do filho pródigo em casa, e o perdão recebido incondicionalmente o colocaram na posição de filho – foi regenerado. Temos aqui algo que pode ser comparado com a mesma condição de Onésimo, o escravo fugitivo da carta de Filemon. Sobre Onésimo Paulo disse para que fosse recebido “não já como escravo, [mas] como irmão amado” (Filemon v. 16). É essa relação paternal (e como membro da Igreja) que muitos não tem entendido, pois além de chegarem à igreja sem arrependimento, não entendem, que estar em comunhão com a Igreja (o corpo de Cristo sobre a terra) e igreja onde congrega ou igreja local, os coloca sob as mesmas responsabilidades e os direitos em Cristo. A posição de filhos coloca todos os Cristãos como tendo a origem no mesmo Pai, através de Cristo, pois pelo Seu sangue tivemos redenção (Efésios 4:1-6).
4. SANTIFICAÇÃO
Vimos que justificação nos lembra um tribunal; a regeneração nos lembra uma cena familiar; a santificação nos lembra a figura de um templo – isto é, fomos salvo e a nossa vida se harmonizou com a Palavra de Deus, assim fomos adotados na família divina, e a gora passamos ao serviço cristão.
Assim como o perdão trouxe-lhe os benefícios de uma nova vida, já não precisava estar distante do lar, da mesa farta, do teto; também lhe exigia agora uma vida segundo a graça alcançada pelo Pai – não podia mais desejar as festas lá fora, as amizades e muito menos as alfarrobas. Era preciso esforço para se identificar cada vez mais com os princípios estabelecidos pelo Pai. É o que chamamos de santificação.
O início já tinha se dado no arrependimento, depois tornando santo através da justificação e da lavagem da regeneração, operada na conversão, Paulo disse: “[...] mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1ª Coríntios. 6:11; veja Efésios 5:26; Hebreus 10:10; 13:12). Porém desse ponto em diante o que se dá (e que começou lá traz na decisão de voltar ao pai) é o processo santificador na vida do Cristão, é a constante mortificação das obras da carne para que o fruto do Espírito seja cada vez mais marcante, indelével (não pode ser apagado), firme no caráter do Cristão (Gálatas 5:16). É depois de passar pelo novo nascimento, da água e do Espírito, que o Cristão passa a andar e viver no Espírito (Romanos 8:1-17).
Entender a santificação não como um peso de dogmas e proibições, mas como um princípio divino e um privilégio dos que andam com Deus, é que faz a grande diferença entre o viver somente e o andar (conduta, princípio, dependência) segundo o Espírito. A santificação aponta para obra de Cristo na cruz, é lá, primeiramente, que todo o pecador arrependido é santificado (Hebreus 10:10-14); após isso, a santificação passa a ser uma experiência diária, pela qual todo o Cristão vai entendendo a vontade de Deus (Romanos 12:1-2; Filipenses 3:12-14). É nesse tempo que se dá a maturação, as experiências nos fazem crescer em Cristo, e o progresso espiritual torna cada vez mais patente a estatura de varão perfeito (2ª Pedro 1:3-8).
Conquanto vivamos uma vida de maturação, é bom entendermos que o processo santificador tem um alvo de alcance futuro, o que a carta aos Hebreus define como justos aperfeiçoados (Hebreus 12:22 até 24), e João faz uma declaração pelo Espírito de que seremos semelhantes a Cristo (1ª João 3:2).
Dessa forma vemos a santificação como a provisão de Deus para o Cristão; esta provisão se dá pela nossa identificação com Cristo em sua morte. “Precisamos subir à cruz com Ele, e de toda a nossa vontade renunciar ao ego que há causado todos os nossos distúrbios. A crucificação é o único meio de libertação” (Raimundo de Oliveira, 1994). Paulo deu entendimento sobre esta verdade quando disse: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas. 4:20).
O filho pródigo reconheceu a abundância na casa do Pai quando caiu em si, viu a sua miséria espiritual e foi em busca de perdão, reconciliando-se com o Pai. Antes, o Espírito nada podia fazer com relação à santificação em sua vida: estava no pecado, na podridão espiritual, no egoísmo. Quando ele tomou a decisão de retornar, já deu o primeiro passo da separação do pecado (2ª Timóteo 2:21), e ao mesmo tempo desejou o serviço na casa do Pai, isto é, queria identificar sua vida totalmente ao ideal do Espírito Santo (Romanos 12:1).

Este é um breve estudo com a base na parábola do filho pródigo. Muita coisa pode ser dita, no entanto, fica esta meditação, ainda que superficial, sobre a eficácia do poder salvífico de Deus na vida de quem crê. E de como é importante o Cristão andar com Deus, em comunhão com o Espírito Santo, para que lhe seja revelado a vontade de Deus.
Jesus encerra a parábola dizendo que o filho “estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.
Quando revivemos e somos achados, espiritualmente, é simplesmente o começo de uma grande obra de Deus.
“Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. [...] Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 7:38; 10:10).

Em Cristo,
Adriano Wink Fernandes

2 comentários:

GILBERTO JUNIOR disse...

Parabens pelo bolog
Bom raciocinio sobre a parabola

Depois entra la no meu blog

http://oboanerges.blogspot.com/

Adriano Wink Fernandes disse...

Paz.
Grato pela consideração!

Adriano Fernandes