quarta-feira, 29 de julho de 2009

CASAMENTO ESTÁVEL FAZ BEM PARA A SAÚDE

Washington, 27 jul (EFE) - O casamento estável e de longa duração pode ser bom para a saúde, mas o divórcio e a viuvez deixam uma cicatriz perdurável nas pessoas de meia idade ou idosas, afirma um estudo que será publicado na revista “Journal of Health and Social Behavior”. Leia aqui e aqui, no blog: E Agora, Como Viveremos?
----------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 28 de julho de 2009

PREVISÃO DA REVISTA AMERICANA TIME

Pesquisando em minha biblioteca, achei no livro As sete Igrejas do Apocalipse - o alerta final de Cristo para o seu povo, de Steven J. Lawson - CPAD, página 111-112, o que passo a transcrever abaixo. Para os que não dão crédito à Bíblia, talvez 'ouçam' melhor o que a Time diz (os grifos em negrito são meus).
LEIA, PENSE E ANALISE VOCÊ MESMO, À LUZ DA BÍBLIA, O PÓS-MODERNISMO QUE ESTAMOS VIVENDO.
----------------------------------------------------------------------------------------------
A edição especial Time, intitulada "Além do Ano 2000 - O que esperar do próximo milênio", dá-nos uma amostra do futuro. Os editores da revista americana projetaram-se no futuro, e a visão não foi das melhores.

Como será o mundo no ano 2000? Ainda nos pareceremos com uma sociedade? Qual será o nosso estilo de vida?

A família morrerá, predisseram. Será nada mais que uma anomalia. Casamentos serão substituídos por monogamias sucessivas. Por ser tão comum, o divórcio será tido como normal. Alguns contratos de casamento terão cláusulas firmando o término automático da união em data previamente marcada.

Os casamentos entre as lésbicas tornar-se-ão mais corriqueiros.

As crianças serão obrigadas a viver com uma complexa disposição de parentes: mães, pais, múltiplas madrastas, padrastos, meios-irmãos, avós, etc. Quanto ao incesto, seu tabu enfraquecerá. A família dilacerada consistirá de parentes, não-parentes e ex-parentes. As intimidades antes proibidas, hão de ser totalmente liberadas.

O controle da natalidade e o planejamento familiar aumentarão. Haverá mais idosos e menos jovens como nunca antes. As crianças, rotineiramente vitimadas, peregrinarão de casa em casa, uma vez que as famílias desfazem-se e constituem-se noutras sucessivamente. Garotos e garotas perambularão pelas ruas, como nas grandes cidades brasileiras. Como se não bastasse, pederastas induzirão as crianças ao sexo sob o pretesto da educação sexual.

Os estudos teológicos logo acabarão. Os estudantes de amanhã não terão conhecimento, nem interesse acerca de Deus e da Bíblia. O triunfo da religião feminista levará as pessoas a deixar de se referirem a Deus como Senhor ou Pai Celeste. Pois os pronomes femininos substituirão os masculinos no tratamento ao Todo-Poderoso.

À semelhança da China, o aborto será patrocinado pelos governos das nações com índices populacionais explosivos. Pat Schroeder prevê: "O ideal para o século XXI é o planejamento para todos".

Assim será o futuro segundo os sociólogos. Não é uma descrição bonita. Mas é este o mundo em que viveremos, diz a Time.
----------------------------------------------

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O ESPÍRITO SANTO E A PALAVRA

O ESPIRITO SANTO
1.
É O ESPÍRITO SANTO QUE CONVENCE DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO
“Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo. 16:8 cf. Ap. 22:17).
“Em relação ao mundo, o Espírito Santo convence do Cristo crucificado (pecado contra Cristo); do Cristo glorificado (justiça de Cristo); e do Cristo que virá outra vez (juízo por Cristo)” (Almeida, 1992, p. 90).
a. Somos lavados e regenerados por obra do Espírito Santo em nós (Tt. 3:5; 1 Co. 6:11). Isto Ele faz por meio do sangue de Jesus que nos regenera: “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito Eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, justificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo” (Hb. 9:14; 1 Jo. 1:7); nos santifica: “em santificação do Espírito, para obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pe. 1:2) – somos santificados pelo Espírito Santo, o sangue e a Palavra (Jo. 17:17).
b. O início da jornada de qualquer Cristão se dá pelo Espírito Santo: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre [...] habita convosco, e estará em vós” (Jo. 14:16, 17 – grifo meu. Ver Gl. 3:3; Ef. 1:13).
Enquanto Jesus estava na terra, Ele orientava, ensinava, consolava, confortava. Estava junto dos Seus discípulos. No tempo chamado Hoje, é o Espírito Santo que está junto. Não existe outra força – força cósmica, força interior – pensamento positivo ou atitude mental positiva (AMP), alguma energia fluindo, ou qualquer outra coisa que veio para nos ajudar. Jesus rogou, e o Pai enviou o Espírito Santo, unicamente Ele. Há um movimento sutil e ardiloso, inclusive com muita ênfase no meio evangélico, para o homem reconhecer o seu valor, ver suas possibilidades, buscar toda sua capacidade mental. Podemos ver isto em muitas pregações e canções (não hinos) que exaltam o eu, falam do eu, dizem que eu sou merecedor, e por aí vai. Até parecem bíblicas, mas numa análise mais cuidadosa veremos que é puro antropocentrismo.
c. O cristão deve fazer o que o Espírito Santo faz, isto é:
Glorificar a Cristo (Jo. 16:14);
Testificar (dar testemunho) de Cristo (Jo. 15:26,27);
Anunciar o que Ele recebe de Cristo (Jo. 16:14);
O Espírito Santo não dá lucro, ou louvor para outro, unicamente para Cristo. O Espírito Santo aponta constantemente para Cristo. Movimento carismático que exalta a mariolatria ou idolatria, não provém do Espírito. É movimento estranho. É confusão. São “espíritos enganadores” (1 Tm. 4:1 cf. Mt. 24:5,11). Nesse tempo em que louvores e graças estão sendo dirigidos a ‘grandes homens’, ‘grandes pastores’, a estrelas do mundo gospel, está, mais do que na hora, de revermos o que a palavra de Deus diz (2 Co. 11:3). Correr atrás destes ‘grandes’ também não convém.
2. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS ENSINA TODAS AS COISAS
“Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo. 14:26).
O Espírito Santo é o Mestre por excelência no tempo chamado Hoje. No versículo acima temos pelo menos duas coisas que o Espírito veio fazer: ensinar e lembrar. Mas como se dará isso? Na mesma forma como se deu no ministério de Jesus. Jesus ensinava, mas os discípulos se interessavam pelo ensino, questionavam, perguntavam. Vejamos:
A. Jesus instruía os discípulos e ensinava às multidões (Mt. 11:1; 13:1-3, 54);
B. Os discípulos questionavam a Jesus (Mt. 13:10;36; 18:1,21; 19:27; 24:3; At. 1:3,9).
O Espírito Santo ensina, mas é necessário desejar ser ensinado por Ele. A Palavra foi escrita por inspiração do Espírito Santo sobre os que a escreveram (2 Pe. 1:20-21). Somos ensinados pelo Espírito:
C. Desejando o puro leite espiritual (1 Pe. 2:2; Sl. 42:1; 119:31, 72);
D. Examinando as Escrituras (Jo. 5:39);
E. Examinando, à luz da Palavra, se todas as coisas que ouvimos (e vimos) estão em conformidade com a Palavra (At. 17:11);
F. Reconhecendo a Palavra do Senhor como verdadeira e justa (Sl. 19:10);
G. Observando continuamente a Palavra (Sl. 119:44);
H. Sendo diligente com as coisas espirituais (2 Pe. 1:5a);
I. Através dos servos os quais Ele colocou para esse fim na igreja (Ef. 4:11; Rm. 12:7; 1 Co. 12:28; 2 Tm. 4:1,2; Tt. 1:5);
J. Aquele que lê e examina a Palavra não tem necessidade de ouvir falsos mestres (1 Jo. 2:19,20,26,27).
É digno de repreensão quem negligencia o estudo e ensino da Palavra (Hb. 5:12);
Muitos gostam de culto de poder; culto da vitória, da restituição, do milagre; mas não gostam da Escola Dominical, do ensino. São crentes que estão em perigo, pois são levados por qualquer vento de doutrina. Não se firmam. Qualquer inovação que aparece tomam como bíblica. Os de Tessalônica, que também eram excelentes, correram esse perigo (At. 17:11; 2 Ts. 2:1,2,3a).
3. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS AJUDA A ORAR COMO CONVÉM
Paulo ao escrever sobre as aflições do tempo presente e a glória futura faz referência ao Espírito Santo. Fala da nossa fraqueza, mas da ajuda que o Espírito Santo nos dá (Rm. 8:26); e que o Espírito Santo que ora segundo a vontade de Deus (Rm. 8:27). O Apóstolo João falou que temos Jesus como intercessor junto ao Pai (1 Jo. 2:1-2); Paulo revela que temos um intercessor junto de nós, isto é, no nosso coração, que nos ajuda em nossas fraquezas. A ação do Espírito Santo é tão profunda, que Paulo disse que “Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis”, isto fala de um suspiro sem palavras.
4. É O ESPÍRITO SANTO QUE NOS LEVA A PERFEIÇÃO EM CRISTO
Aos Filipenses Paulo disse que somos aperfeiçoados em Cristo. Como se dá isso? Pela ação do Espírito Santo. Sabemos que começamos no Espírito (Jo. 14:16, 17; Gl. 3:3; Ef. 1:13), e é o mesmo Espírito que nos aperfeiçoa – “irá levar até o fim, e completar finalmente” (Fp. 1:6), que dá continuidade à obra. Isto se dará até o dia de Cristo, ou seja, da Sua vinda. Em Efésios lemos que “Cristo amou a Igreja [...] para a santificar [...] a fim de apresentá-la a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef. 5:25-27). Isto é obra do Espírito Santo, pois Ele nos santifica, e é Ele que levará a Igreja ao encontro de Cristo nos ares.
5. É O ESPÍRITO SANTO QUE DÁ DONS PARA O SERVIÇO
O Espírito Santo é soberano na distribuição dos dons aos crentes. Paulo escrevendo sobre isto diz: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada como quer” (1 Co. 12:11 cf. Hb. 2:4). Esta soberania do Espírito refere-se a todos os dons (1 Co. 12:8-10; 28-30). A soberania do Espírito Santo nos leva a entender que devemos estar sob Sua autoridade, submissos segundo a Sua vontade. Os dons jamais farão parte da nossa natureza, mas estarão sempre atrelados ao agir do Espírito Santo em nós.
Os dons são dados para conduzir a Igreja, para seguirmos a verdade em unidade; para crescimento, fé, conhecimento, perfeição, maturidade (1 Co. 12:13,14,18,27-31; Ef. 4:12-16).
5.1. É o Espírito Santo que nos dá autoridade e poder
Cultos pentecostais’ do reteté, canela de fogo, entre outros não são bíblicos, pois não tem Palavra, pregação cristocêntrica ou doutrinária. São movimentos cheios de barulho, mas vazios de conteúdo bíblico! Tome muito cuidado de pregadores que exaltam experiências e testemunhos, mas não usam a Bíblia, não pregam a palavra.

No dia de Pentecoste houve grande efusão do Espírito sobre os presentes, mas chegou um momento que Pedro disse: “[...] escutai as minhas palavras” (At. 2:14 – grifo meu), e pregou a Palavra: “Mas isto é o que foi dito pelo Profeta Joel” (At. 2:16). Foi um culto totalmente decente e com ordem (1 Co. 14:40 cf. 14:23).
Autoridade (ἐξουσίαν): sai da natureza essencial da pessoa (no caso Deus); o direito de ser obedecido.
- Em Atos 17:2,3 Paulo expõe com autoridade a respeito do Cristo;
- Em Mateus 11:27 Jesus fala que recebeu autoridade (diretamente) do Pai;
- Em 1 Coríntios 15:24-28 Paulo fala que um dia todo poder, autoridade e domínio cósmicos estarão sob a autoridade suprema de Cristo, que os entregará ao Pai.
Poder: é capacitação para usar os dons.
Jesus tinha sobre Si o poder do Espírito Santo para o desempenho ministerial (Lc. 4:18); neste mesmo poder Jesus enviou os discípulos (Mt. 10:1; Lc. 10:1); à Grande Comissão foi dada este poder (Mt. 28:18-20; Mc. 16:15-20); a Igreja foi inaugurada com este poder e foi cheia de autoridade (At. 1:8); Paulo esteve entre o coríntios no poder do Espírito Santo (1 Co. 2:4-5; 2 Co. 10:4-6). Esse poder não é somente para demonstrações sobrenaturais, mas também para suportar as aflições e agruras ministeriais (2 Tm. 1:6-8); Timóteo devia se fortificar (capacitar, dar poder, fortificar) para, como soldado, suportar as aflições (2 Tm. 2:1-4 cf. Ef. 6:10ss).
Para muitos, hoje, poder e autoridade está diretamente e necessariamente ligado a movimentos, pulos e algo do gênero (muitos dizem que o culto foi de fogo, o pregador era canela de fogo, etc...) – mesmo que algumas destas práticas estejam em confronto com a Bíblia, ou que não haja uma pregação bíblica no culto –. Alegam que tem que haver, visivelmente, algum tipo de manifestação que gere algum tipo de movimento. Porém, biblicamente, poder e autoridade não significam isso.
Jesus pregava e ensinava com poder e autoridade, mas nem sempre havia manifestações de prodígios e maravilhas (Mt. 5:2; 7:28-29; 13:36; Mc. 4:1-2). Apolo era poderoso em palavras (ousado, isto é, falar livremente, abertamente, destemidamente), mesmo sem ter recebido o batismo no Espírito Santo (At. 17:24-26); Paulo pregava e ensinava com poder e autoridade, mas sem, necessariamente, haver essas aclamadas manifestações (At. 20:7-9; 2 Co. 10:4-7); a Tito Paulo exortou que ensinasse a sã doutrina (Tt. 2:1; ver 1:5). Porém não podemos ignorar que no ministério, tanto de Cristo como dos Apóstolos, houve milagres, prodígios e maravilhas, mas sempre acompanhados do ensino e pregação da Palavra. O Espírito Santo opera com decência, ordem, clareza (1 Co. 14)
Enganam-se os que pensam que poder e autoridade estão diretamente ligados a todo e qualquer movimento. Por causa disso, existem muitos movimentos e práticas estranhas no meio pentecostal nos dias de hoje, baseados em experiências sem apoio bíblico. Tenhamos cuidado!
O Fruto do Espírito
O Fruto do Espírito deve fazer parte do caráter do cristão. Enquanto as obras da carne nos levam à vanglória e à cobiça (Gl. 5:26), o Fruto do Espírito nos conduz pelo caminho da humildade (Gl. 6:1,2). Devemos ter em mente que o fruto é do Espírito, isto é, não está em nossa natureza, “não cresce naturalmente do solo da nossa carne humana” (Horton). Deve ser diligentemente buscado (2 Pe. 1:5-7); ao contrário estaremos infrutíferos e cegos (2 Pe. 1:8-10). Enquanto o dom do Espírito Santo é visto só quando manifestado por Ele em nós, o Fruto é visto por todos, inclusive por nós (Mt. 12;33). Podemos ser cheios de dons espirituais, mas se negligenciarmos em viver e andar no Espírito, achando que os dons mostram e atestam nossa santidade, estaremos caindo em grande erro e corremos o perigo de sermos reprovados.
A PALAVRA
A Palavra escrita revela-nos Deus de uma forma que não podemos negar o que ela nos diz a respeito do Deus trino. O Salmista disse que “os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento proclama as obras das Suas mãos”, mas também disse “que a lei do Senhor é perfeita... o testemunho do Senhor é fiel... os preceitos do Senhor são retos... o mandamento do Senhor é puro... as ordenanças do Senhor são verdadeiras” (Sl. 19).
Abraão e Isaque conheceram a Deus como Todo-Poderoso; mas a Moisés Deus se revelou como Senhor, ou seja, o Deus do concerto e da redenção (Ex. 6:3). Mais tarde disse Deus a Moisés “... escreve estas palavras, pois conforme o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel” (Ex. 34:27). O Senhor, além de cumprir as promessas por meio de Moisés com a nação de Israel, desejou deixar escrito. O teor da escritura era de aliança, concerto, para sempre.
O Salmista disse que o Senhor julgará os povos com verdade e com equidade (Sl. 96:13; 98:9); com justiça (At. 17:31; 1 Pe. 2:23); segundo o Evangelho (Rm. 2:16 cf. 2 Tm. 4:1-2; 1 Pe. 4:5-6). Como saberemos sobre a verdade, equidade, justiça, evangelho do Senhor? Através da Sua Palavra. Aos que rejeitam a verdade, Deus envia a operação do erro para que sejam julgados. Também a operação do erro está revelada na Palavra, pois esta é a rejeição deliberada da Verdade (1 Ts. 2:10-11); o julgamento final se dará pelo que está escrito no livro da vida (Ap. 20:12-13).
1. É por meio da Palavra que conhecemos o Evangelho de Cristo
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm. 10:17;). A fé (crer) para salvação vem através da Palavra (veja 1 Ts. 2:13; Tt. 1:3; Hb. 4:2). O pecador “vê a si mesmo” ao ouvir a Palavra (Ez. 33:1,2a; 1 Tm. 1:15); João Batista pregou e mensagem do arrependimento (Lc. 3:3); Pedro escreveu que fomos “regenerados pela [incorruptível] Palavra“ (1 Pe. 1:22-23); Tiago escreveu que a “Palavra... em vós implantada... é poderosa para salvar” (Tg. 1:21); a “Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb. 4:12); a Palavra aponta para a cruz (1 Co. 1:17-18).
2. É por meio da Palavra que somos edificados
A. Jesus compara o que ouve e pratica a Palavra ao sábio construtor, pois edifica a casa após cavar, abrir bem fundo, lançar os alicerces sobre a rocha. Isto fala de trabalho árduo, estudo e meios para edificar corretamente, investimento. O Cristão edifica sua casa (οἰκο) espiritual (1 Pe. 2:5) sobre a Rocha, e esta Rocha é Cristo.
B. Judas disse que devemos nos edificar sobre a santíssima fé (Jd. 20); está fé está alicerçada na Palavra. No verso 17 ele diz: “lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos Apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo”.
C. A exortação de Pedro é para que desejemos o puro leite espiritual (1 Pe. 2:2-5 cf. Sl. 119:37,66):
- Desejar tem o sentido de “um desejo intenso, ansiar” (veja Sl. 42:1; Sl. 119:59);
- Puro significa “puro, sem adulteração, inalterado” (ver Sl. 119:72 cf. Gl. 1:12; 1 Co. 2: 4-5; 3:2a);
- Espiritual é “aquilo que pertence à palavra” (veja 1 Pe. 1:22-23). (Em Rm. 12:1 essa palavra é traduzida por racional).
Ele segue dizendo que somos edificados “como... para... a fim de”. A raiz de edificar é οἰκο que é casa, lar – fala de início, princípio, começo. Aí cabe perguntarmos: como se edifica uma casa? Ou como se inicia a edificação de uma casa? Ou, ainda, como se edifica um lar?
D. Pedro amplia, ainda mais, o pensamento da edificação e crescimento espiritual com a recomendação: “empregando toda a diligência, acrescentai...” (2 Pe. 1:5):
- Diligência dá a idéia de: pressa, velocidade (foi pedida apressadamente a cabeça de João Batista [Mc. 6:25], e Maria foi apressada às montanhas de Judá); esforço, entusiasmo, diligência, zelo (“o que exerce misericórdia [zelo]” Rm. 12:8; ser fervoroso [Rm. 12:11]; zelo [2 Co. 7:11; 8:7ss]; em Hebreus zelo é o mesmo que cuidado, aplicação: “mostre o mesmo zelo até o fim” [Hb. 6:11]; diligência [Jd. 3]; devoção, [grande] cuidado [2 Co. 7:12]; solicitude [2 Co. 8:16]). O Salmista disse: “Apressar-me-ei, e não me deterei, a observar os Teus mandamentos” (Sl. 119:60).
E. É por meio da Palavra que nos tornamos: “mais sábios... mais prudente” e com “mais entendimento” (Sl. 119:98-100).

Que Deus vos abençõe em Cristo,
Adriano Wink Fernandes

terça-feira, 16 de junho de 2009

UNÇÃO E UNGIR

Velho Testamento
A unção era um mandamento do Senhor e eram ungidos os sacerdotes (Ex. 29:7; 30:30; 40:12-15; Lv. 8:12; ver 10:7); alguns reis (1 Sm. 10:1; 16:1-3,12,13; 24:6,10; 26:9;16; 2 Sm. 1:14; 19:21; 22:51 cf. Sl. 18:50; 1 Rs. 1:32-34; 19:15,16; 1 Cr. 16:22; Sl. 105:15); alguns profetas (1 Rs. 19:16; 1 Cr. 16:22). A unção de sacerdotes, reis e profetas tinha o significado de serem consagrados ao Senhor; nos “trechos que tratam de pessoas, o óleo representa claramente a unção do Espírito Santo” (Horton) [1].
Eram também ungidos as peças do Tabernáculo (Ex. 30:22-29; 40:9-11), dessa forma eram de uso exclusivo para o culto ao Senhor, em hipótese alguma poderiam ser usadas para qualquer outro fim.
Isaías profetizou a respeito da unção que viria sobre Cristo (Is. 61:1-3 cf. Lc. 4:17-19, ver At. 4:27; 10:38).
-
A obediência
Um ponto importante com relação à unção com óleo, conforme descrita no Velho Testamento, é que estava intimamente ligada à obediência (Dt. 28:40). O Senhor tinha cuidado do Seu ungido (Sl 2 – uma profecia a respeito de Cristo; Sl. 20:6; 84:9; 105:15).
Não bastava ser ungido para uma determinada função, precisava estar submisso, e em obediência a Deus, ser observante prático da Palavra. Também após a unção, o ungido deveria viver totalmente de acordo com a vontade e a Palavra do Senhor.
Saul foi ungido, e sobre ele veio o Espírito Santo, porém a desobediência fez-lhe perder o trono e cair no pecado de rebelião – foi rejeitado pelo Senhor (1 Sm. 10:1; 13:8-14 cf. 10:8); os filhos de Eli eram sacerdotes ungidos, mas brincaram com as coisas sagradas, desviaram-se para o caminho da imoralidade, então foram mortos pelo Senhor (1 Sm. 2:12,13,22-25); Salomão foi ungido rei sobre Israel, mas teve seu reino dividido por causa dos seus pecados (1 Rs. 1:32-34; 11:9-13; 31,33).
Saul não ouviu o profeta que lhe falou a Palavra do Senhor; os filhos de Eli não deram valor aos princípios da Palavra do Senhor; e Salomão desviou o seu coração da Palavra do Senhor, voltando-se para os ídolos e as prostituições.
O coração deveria estar totalmente voltado para Deus, ser inteiramente dEle todos os dias; não bastava somente a unção. Deus não se deixa levar por aparências.
Hoje isto não mudou!
-
Novo Testamento
João escreveu: “Mas vós tendes a unção que vem do santo, e sabeis tudo. E a unção, que vós recebestes dEle, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. Mas como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nEle permanecei” (1 Jo. 2:20,27 cf. Jo. 14:26).
Lucas registra o cumprimento da profecia de Isaías sobre Cristo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu (Lc. 4:18 cf. 61:1-3 – grifo meu). Veja que Jesus foi ungido pelo Espírito Santo. Não houve uma solenidade para que fosse ungido com derramamento de óleo, isto é, que sobre a Sua cabeça fosse derramado óleo, para confirmar Seu ministério. Isto devido à Pessoa do Espírito Santo.
Hoje a unção está no crente. É a Pessoa do Espírito Santo. Jesus disse “[...] pois habita convosco, e estará em vós” (Jo. 14:17). Paulo declara que fora ungido, porém não há registro bíblico que diga que sobre ele tenha sido derramado (literalmente) algum tipo de óleo (2 Co. 1:21 cf. At. 9:17,18). João falou que a unção que o redimido recebe é verdadeira, e nesta unção deve permanecer.
-
O propósito da unção, ou de ungir
A unção com óleo tem propósitos específicos conforme vemos na Palavra de Deus, conquanto em muitas práticas, nos dias de hoje, temos visto um desvio do uso da unção com óleo (literalmente). Prefiro ficar com o que a Palavra diz.
O Novo Testamento não contém o mesmo uso e prática da unção com óleo conforme o Velho Testamento. Enquanto no Velho Testamento eram ungidas as peças do tabernáculo, sacerdotes, profetas e reis, literalmente, com derramamento de óleo, no Novo Testamento não tem estas práticas.
A Bíblia diz que há profetas na igreja, que somos sacerdócio real (1 Co. 14:3; 1 Pe. 2:9), mas, no entanto, ninguém é ungido como profeta ou sacerdote da forma como temos no Velho Testamento. O Espírito Santo está dentro de todo redimido, para que seja intrépida testemunha.
Hoje não precisa (pois nada acrescenta, além de modismos e confusões) ungirmos (literalmente com óleo) o que quisermos, sejam móveis e utensílios da igreja; instrumentos musicais; mãos; ruas; carros; obreiros. Ilude-se quem pensa que tal ato possa tornar sagrado o que está sendo ungido, ou de que há de vir, espiritualmente, algo especial sobre o que foi ungido. Ou de que ainda esta unção trará uma bênção especial (espiritual, material ou financeira) sobre o ungido. Muitos tem ungido (derramando azeite) nas ruas da cidade para tirar alguma maldição que esteja sobre a cidade. Que valor tem isso? Nenhum!
Se no Velho Testamento a unção em si só não bastava, muito menos no Novo Testamento. Naquele, o óleo tipificava o Espírito Santo; neste, temos a atuação da Pessoa do Espírito Santo, e Ele atua através da Palavra (Jo. 16:8-11; Rm. 10:17), e nunca através de atos simbólicos ou misticimos; Ele veio para ficar no lugar de Jesus Cristo, pois Ele é da mesma espécie de Cristo (Jo. 14:16). Cristo foi cheio dEle, os crentes também o são; a autoridade e poder que Cristo tinha vinha pelo Espírito Santo, o mesmo poder e autoridade estão à disposição da Igreja na Pessoa do Espírito Santo (At. 1:8).
-
Nova unção e práticas estranhas
Tem algumas práticas estranhas à Doutrina Bíblia que tornaram-se comum no meio evangélico, principalmente no pentecostal (procure saber da verdade por trás de tais práticas. Geralmente é financeira ou por fama pessoal. Não aceito como meninices, pois tem sido disseminada por homens conhecedores da Palavra).
Começaram por meio de inovações trazidas pelo neopentecostalismo e pelo pseudopentacostalismo. Até aí tudo bem. Não nasceram no meio do Pentecostalismo histórico. No entanto com o passar dos anos as coisas estão mudando e hoje muitas igrejas pentecostais históricas (tenho visto isso dentro da Assembléia de Deus a qual faço parte) estão aderindo aos modismos e práticas estranhas. Ungir (derramar azeite) no local onde supostamente fora ‘revelado’ algum tipo de doença; nas ruas; nas mãos para prosperar financeiramente; em objetos dentro de casa; em chaves de carro, da casa; carteira de trabalho; e tantas outras. São inumeráveis. Temos ainda: unção do leão; unção do riso; unção do cai-cai; unção de ousadia; unção de cura; unção da prosperidade; entre outras. Precisamos de tudo isto? Biblicamente, não!
Poderíamos perguntar: mas se dá certo, por que combater? Mas dá certo de que forma? As multidões justificam? Jesus tinha multidões que O seguiam; mas era por causa dos milagres e maravilhas (Jo. 6:26,27, 60,66). Jesus não estava preocupado se dava certo, mas com o que estava (é) certo. Falou-Lhes a verdade, então recuaram.
Os hinos mais ‘badalados’ tem a palavra poder ou unção ou fogo. Movimentam emocionalmente, mas não quebrantam o coração; há barulhos e gritos, mas não arrependimento; provocam alaridos, mas não louvores e adoração; as músicas são muito bem elaboradas (no ritmo) conforme a letra, precisa mexer com o povo, fazer 'descer fogo', mas não comportam um salmo, um hino ou cânticos espirituais (Ef. 5:19). Tomemos cuidado!
Ser certo significa estar em acordo com a Palavra. Passa pelo crivo doutrinário bíblico. Ser ou estar certo não significa estar de acordo com alguma tradição ou norma denominacional, ou baseado em alguma experiência pessoal, ter sido ‘revelado’ para alguma estrela gospel, ou ser a melhor intenção do obreiro, mas estar de acordo com a Palavra.
Saul teve as melhores intenções em guardar o melhor (segundo a sua visão e entendimento), queria sacrificar ao Senhor, mas pecou e foi rejeitado porque desobedeceu a ordem do Senhor (1 Sm. 15). A Palavra do Senhor não admitia tal procedimento e prática. A Bíblia diz que alguns fariseus, que haviam crido, estavam querendo introduzir na igreja práticas da lei. Eles podiam ter a melhor intenção possível, não queriam que a Lei fosse deixada de lado, mas não era compatível com a Nova Aliança; aí houve o Concílio de Jerusalém, e após, Paulo escreveu a carta aos Gálatas. Na igreja de Corinto Paulo teve que colocar as coisas em ordem. Eram espirituais, eram irmãos, eram chamados para ser santos, estavam cheios de dons, mas, no entanto faltava-lhes o verdadeiro discernimento da Palavra. Paulo teve que orientar, exortar, ensinar, repreender e instruí-los para que parassem com práticas que não coadnuvam com a Doutrina bíblica. Para eles eram coisas normais, mas estavam desprovidas de qualquer amparo bíblico.
-
O perigo
A igreja pentecostal está dando ouvidos (e abrindo o coração) às 'novas revelações' e aos variados tipos de unção, porém sem conferir com a Palavra se as coisas são realmente assim, não julga todas as coisas pela Palavra. Se canta e movimenta, é bem vindo; se prega e ‘arrebata’ o público, é de Deus; se ajunta multidões, o Senhor está presente; se cai, é do Espírito; e assim as coisas estão indo. E a Palavra cada vez mais esquecida, e claro, o Espírito Santo, cada vez mais entristecido.
Os Apóstolos nunca usaram, e muito menos falaram, de novas unções, não se valeram de exibicionismos para atrair multidões. Nunca! As coisas aconteciam porque eles davam primazia à Palavra, e o mais o Espírito Santo fazia conforme Ele queria.
Esses movimentos que estão acontecendo nos dias de hoje, onde não há Palavra, não há pregação cristocêntrica; os hinos são voltados para o ‘eu’, estão enfraquecendo a igreja, deixando os crentes raquíticos espiritualmente, confusos.
-
A solução
Urgi voltarmos à pregação bíblica, ao ensino bíblico, ao culto bíblico, à Escola Dominical biblicamente transparente e esclarecedora com respeito a estes movimentos e práticas estranhas.
-
“[...] aconselho-te que de mim compres [...] colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas” (Ap. 32:18).
-
-
Em Cristo,
Adriano Wink Fernandes


-----------------------------------------------------------------
[1] HORTON, Stanley M. O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo. CPAD. 3 ed. 1994. Rio de Janeiro – RJ.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

FRASES E PRÁTICAS ESTRANHAS...

ALGUMAS FRASES E PRÁTICAS, NO MÍNIMO, ESTRANHAS, NO MEIO PENTECOSTAL.

"[...] MAS HÁ ALGUNS QUE VOS INQUIETAM, E QUEREM TRANSTORNAR O EVANGELHO DE CRISTO" GÁLATAS 1:7

- “Sapato de fogo” (para quê?)
- “Cajado de fogo” (para quê? O pastor do Salmo 23 não tinha este cajado).
- “Unção de Ester” (Não entendi).
- “Fogo líquido do céu” (Imagine só!).
- “Cirurgia do céu” (No mínimo, estranho).
- “Receba aí! Receba aí! Recebaaaaaaaaaaa... teu cabelo está crescendo!” (O Profeta Eliseu perdeu este culto - 2 Reis 2:23).
- “Estou sentindo uma bola de fogo neste lugar, tem uma bola de fogo rodando neste lugar. E na bola deste fogo está saindo raio de fogo (entendeu a frase?), e o raio de fogo vai te atingir” (Jamais quero estar num culto assim).
- “Satanás vai tirar a mão da tua família, empresa... porque Deus já arrumou um cordeiro para você!” Depois ele diz “Deus vai tirar a mão. Você precisa crer agora, por que nesta noite Deus vai colocar o cordeiro aí”. (afinal, quem vai tirar a mão? Satanás ou Deus?) (Precisa-se de outro cordeiro? - João 1:29; 1 Pedro 1:19; Apocalipse 5:6, 12).
- “Há poder em nossas palavras. Falou vira profecia. Isto é bíblico!” (A verdadeira profecia está, constantemente, sendo banalizada, e sem escrúpulo algum).
- Transferência: “transfiro os dons espirituais, o ministério, a unção que está na minha vida... receba” (Estão tirando a soberania do Espírito Santo - 1 Coríntios 12:11; Efésios 4:10,11. Para onde iremos?).
- “Consegui tocar em Morris Cerullo” (Quem disse esta frase estava ‘plantado’ em frente ao elevador esperando Morris Cerullo descer para tocá-lo. Após tocar ficou caído no chão (caiu no espírito?). Este é o que faz as transferências espirituais citadas acima). (Timóteo andou com Paulo, mas foi edificado ministerialmente pelo Espírito, a Palavra e a Oração. Era filho espiritual de Paulo, mas nunca disse ter ‘tocado’ em Paulo – leia Atos 16:1-18).

SE VOCÊ ACHAR APOIO BÍBLICO, POR FAVOR, ME AVISE!

Em Cristo,
Adriano Wink Fernandes